Neste dia 27 de abril, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal deflagraram greve de 24h contra a privatização da empresa, por vacinação, e por questões de trabalho.
Como todos, os trabalhadores da Caixa vêm sentindo na pele os ataques do governo genocida de Bolsonaro.

No dia 29 será realizada a venda de ações da Caixa Seguradora na bolsa de valores. Com isso o governo entrega para o mercado parte do banco público e abre as portas para futuras privatizações ao fatiar a empresa.

Esse processo ganhou força desde 2015, no segundo mandato de Dilma, quando a então presidente colocou Miriam Belchior com a estratégia de abrir o capital do banco. Agora Bolsonaro finalmente consegue concretizar esse projeto.

Com a privatização encaminhada por Bolsonaro, a Caixa será mais precarizada, piorando as condições de atender a classe trabalhadora, e voltando sua atividade principalmente para garantir lucros milionários aos acionistas privados. Isso é ultrajante num momento em que os trabalhadores sofrem com a fome e desemprego e pandemia.

É preciso acabar com essa farra dos banqueiros

Nós do PSTU defendemos a estatização de todo sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores. Os bancos deveriam, principalmente neste momento de crise, utilizar seus recursos para dar crédito barato aos trabalhadores e pequenos negócios, ajudando as pessoas a passar por essa crise.

Ao invés disso o sistema favorece que os bancos continuem com lucros bilionários e os banqueiros ficando ainda mais ricos. São os trabalhadores que devem orientar a política financeira do país, e não um punhado de sanguessugas.

Sendo assim somos contra a privatização da Caixa, e pela estatização de todo sistema financeiro sob controle dos trabalhadores!

Nesta paralisação, além da luta contra a privatização, umas das pautas principais é a vacinação. Os empregados da Caixa estão trabalhando em situação precária, em agências lotadas por causa das trapalhadas do governo na distribuição do auxílio emergencial. Nesse sentido, os bancários, assim como outros setores prioritários, como saúde e transporte, estão na linha de frente no atendimento à população e são colocados como centro de propagação do Covid-19. Por isso reivindicam ser prioritários na vacinação.

O PSTU apóia de forma ativa a greve e convoca a todos trabalhadores que se somem a essa luta.

-Por uma greve nacional sanitária já!
-Pela estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores!
-Vacinação para todos já!
-Fora Bolsonaro e Mourão! Por um governo socialista dos trabalhadores apoiado nos conselhos populares!