Atos exigem debate programático e unidade

  • Florianópolis (SC)

    O ato do movimento pelo novo partido organizado pelo MIS (Movimento de Iniciativa Socialista) no dia 20 de setembro foi um sucesso e reuniu 200 pessoas. Diversos segmentos dos trabalhadores estiveram presentes: eletricitários, previdenciários, municipários, servidores, professores das universidades federal e estadual, professores e estudantes do CEFET e da rede estadual, representantes do Comitê Palestina, do MNU, movimento popular, metalúrgicos, operários da construção civil e petistas. O ato contou também com uma expressiva participação da juventude secundarista e universitária – entre estes, diretores de quatro DCEs. Teve ainda a presença das regionais de Imbituba, Joinville, Criciúma, Itajaí, Blumenau e Tubarão.
    A mesa foi composta por Roberto Leher, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Zé Maria, presidente do PSTU, o vereador Lázaro e Fernando Pontes, professor da UFSC, representando a coordenação do MIS.

    A coordenação do MIS fez um balanço sobre o evento e, por unanimidade, apontou as seguintes conclusões:

    – É real o movimento e a perspectiva de se construir no país uma alternativa partidária socialista que tenha como centro apresentar ao conjunto de classe uma alternativa política de direção.
    – O debate político, no encontro, foi extremamente rico e o grau de confiança entre os presentes era muito grande.
    – Em que pese a necessidade urgente desta alternativa, não pode haver “pressa” para não incorrermos no erro de construirmos um partido eleitoral à esquerda do PT.
    – Existe espaço para que este debate seja feito nas categorias e na juventude e a coordenação do MIS está programando uma série de atividades.
    – É necessária a realização de Seminários que comecem a fazer o debate programático. O MIS enviará representante ao seminário do Rio de Janeiro e acha importante a realização de um Encontro Nacional.

  • SALVADOR (BA)

    No dia 22 ocorreu em Salvador o seminário de lançamento do movimento pelo Novo Partido, com cerca de 100 participantes. Os expositores foram Zé Maria, presidente do PSTU, e Antônio Câmara, professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da APUB/Seção do ANDES. O seminário teve grande participação da juventude secundarista do recente levante “Agosto do Buzu”, contra o aumento da tarifa de ônibus, de professores universitários e do Cefet, de funcionários públicos, que também estiveram na greve do funcionalismo, do grupo de oposição petroleira Insurgência da Base e de sindicalistas. Antônio Câmara, um dos fundadores do PT na Bahia, ressaltou a necessidade de criar uma alternativa para os trabalhadores em oposição ao governo e ao PT. “Este há muito deixou de representar os interesses dos trabalhadores, mas não podemos cometer o erro do PT, não pode ser um partido para as eleições”, afirmou.

    Zé Maria apresentou a proposta do PSTU: “A construção desse movimento deve ser unitária, ampla, profunda e democrática, e deve apontar uma saída para a classe e a juventude que lutam contra o capitalismo e pelo socialismo”.
    (Nericilda Rocha)

  • CURITIBA (PR)

    No dia 19, mais de 60 ativistas, entre os quais lideranças da greve do serviço público, dos correios e estudantes estiveram presentes no debate “Balanço do governo Lula e a necessidade de um novo partido socialista no Brasil”, realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
    Fizeram parte da mesa o professor Francisco Marques, ex-presidente da Associação dos Professores da UFPR, Gilberto Felix da Silva, diretor do Sindicato dos Previdenciários e Zé Maria, do PSTU.
    O professor Francisco denunciou o governo Lula por aplicar as reformas neoliberais do FMI e manter as negociações para aplicar a Alca no Brasil e classificou como vergonhosa a conivência do governo com a prisão do líder do MST, José Rainha. “O PT rompeu a barreira de classe e passou a ser parte de sustentação do capitalismo. (…) os oprimidos só podem dar seqüência à sua luta construindo um novo partido de esquerda”, concluiu.
    Gilberto Félix, dirigente da greve da Previdência, manifestou seu orgulho por ter rompido recentemente com o PT e ingressado no PSTU. Ele disse que um novo partido é fundamental para dar continuidade às lutas e que ele não deve privilegiar os conchavos eleitorais.
    Para Zé Maria, “as lutas sociais são um componente importante para as tranformações sociais, mas só elas não bastam. Tem que haver um outro componente para garantir o sucesso dessas lutas: o partido revolucionário”.
    (Jeferson Schomma)

  • BELÉM (PA)
    No dia 25 de setembro, cerca de 180 ativistas participaram do debate “O Governo Lula e a Construção de um Novo partido Socialista no Brasil”. O evento ocorreu no Sindicato da Construção Civil e teve como debatedores Neto Solimões, pelo Movimento Esquerda Socialista (MES), Douglas, pela Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), Vera Jacob, do ANDES/SN, Iranilson, da Unafisco, e Atenágoras Lopes, do PSTU.
    As intervenções foram marcadas pela necessidade de uma nova direção de esquerda e socialista para o país, diante dos ataques impostos pelo governo Lula e o PT.
    Porém, ficou demonstrada a existência de duas diferentes concepções de partido e também sobre a forma como deve ser constituído o debate para a formação de um novo partido.
    Os companheiros da CST e do MES defenderam um partido sem centralismo democrático, nos moldes do PT, em sua origem. Defenderam ainda que esse novo partido deveria ter um prazo limite para sua legalização, devida às eleições de 2004.
    Iranilson, da Unafisco, ressaltou em sua intervenção a importância da unidade desse movimento por um novo partido.
    O PSTU e a representante do ANDES reafirmaram a necessidade de um amplo movimento pela base que possa discutir a questão do programa e a concepção de partido e inclusive a participação nas eleições. E defenderam que todo o debate deve ser remetido à base.
    O ponto chave do debate se deu quando as correntes MES e CST foram questionadas sobre a participação de Zé Maria (PSTU) no Ato em Defesa dos Radicais, marcado para o dia 16 de outubro, em Belém.
    Eles reafirmaram que era um ato de petistas e que não cabia a presença de Zé Maria, o que causou espanto no integrantes da mesa e no plenário.
    A exclusão de Zé Maria do debate é um ponto muito negativo para a unificação da esquerda socialista, pois a presença do PSTU serviria para ampliar os laços de unidade e solidariedade, necessários para o fortalecimento do movimento.
    O debate expressou a necessidade de unir a esquerda e ficou decidido que a discussão sobre o novo partido será levada para os bairros.
    (Abel Ribeiro)

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