Após 30 dias da tragédia na Região Serrana, muito pouco foi feito

Há trinta dias, houve uma comoção nacional com a tragédia da região serrana no Rio. Após uma tromba d’água que durou quatro horas na madrugada do dia 12 de janeiro, centenas de pessoas morreram soterradas, arrastadas por avalanches de pedras, árvores e terra. Casas de trabalhadores que, por irresponsabilidades dos governos, foram construídas e legalizadas sem nenhum critério de segurança, foram destruídas.

Os desabrigados – mais de 20 mil pessoas – vivem o drama de terem perdido tudo o que conseguiram construir ao longo de sua dura vida. O que se observa nas cidades serranas é que os trabalhadores estão sendo obrigados, por falta de opção, a voltarem para suas casas, sem a menor condição de segurança.

Quem são os culpados?
Os responsáveis por estes absurdos são os governantes, a começar por Dilma que, quando esteve em Nova Friburgo, anunciou com festa a construção de apenas 3 mil casas para toda a região serrana, quando estudos revelam que só para Nova Friburgo, seria preciso pelo menos 15 mil casas. Depois, fez um grande alarde liberando o FGTS para quem foi atingido, no valor de aproximadamente R$ 5 mil.

A maioria dos trabalhadores pobres trabalha na informalidade e não tem fundo de garantia. Já os que têm esse direito, ao chegar à Caixa Econômica Federal, descobrem que os empresários não faziam o depósito há anos e, assim, não podem sacar nada. O governo federal deve liberar imediatamente um valor de R$ 10 mil para as famílias atingidas, independente do fundo de garantia.

Outro responsável é o governador Sérgio Cabral, que sabia, através de um estudo, da falta de segurança na região e nada fez. O governador deveria ser acionado criminalmente por sua responsabilidade na tragédia. Por isso, o PSTU, por meio de seus advogados, entrará com uma ação contra o governador. As prefeituras destas cidades também têm responsabilidade, já que cobravam impostos, legalizavam as residências e não cuidavam das encostas, rios e, principalmente, permitiam o desmatamento a serviço do capital.

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