1º de Maio é dia de luta: este ano vamos às ruas contra a reforma da Previdência, rumo à Greve Geral

CSP-Conlutas

O 1° de Maio este ano no Brasil será histórico. Diante do brutal ataque aos trabalhadores que representa a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, as centrais sindicais brasileiras estão organizando atos unificados no país.

A iniciativa é inédita. Pela primeira vez as dez centrais sindicais estarão juntas em um mesmo local para realizar os atos de 1° de Maio. Em São Paulo, o ato acontecerá no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista.  Em outros estados, plenárias das centrais, sindicatos e movimentos também já preparam as mobilizações locais.

Em São Paulo, a manifestação está sendo convocada pelas centrais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, CGTB, Nova Central, Intersindical – Classe Trabalhadora e Intersindical – Instrumento de Luta e Organização, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O evento terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais. O palco deverá ter nomes como os de Leci Brandão, Paula Fernandes, Ludmilla, Simone e Simaria e Maiara e Maraísa, entre outros.

O ato político será realizado à tarde, das 12h às 14h.

Inicialmente, o ato seria realizado na Praça da República, mas por recomendação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Polícia Militar e de outros órgãos públicos, o local foi transferido para o Anhangabaú. A mudança foi solicitada em razão da expectativa de público, já que desta vez todas as centrais realizarão o ato conjuntamente.

No Dia Internacional dos Trabalhadores, data tradicional e simbólica em todo o mundo por representar a luta da classe trabalhadora contra a exploração e por condições dignas de vida, o objetivo é dar mais um passo na luta contra essa nefasta reforma que significa o fim do direito à aposentadoria e a destruição da Previdência Social no país.

A CSP-Conlutas defende que neste 1° de Maio as centrais sindicais definam a data e convoquem a Greve Geral contra a reforma, pois é preciso derrotá-la na íntegra.

Todos os pontos dessa reforma trazem ataques aos trabalhadores e têm uma única lógica, que é dificultar que os trabalhadores se aposentem e acabar com o caráter social e público da Previdência para privatizar e entregar esse setor aos banqueiros. Por isso, não tem mal menor, espaço para negociar pequenas mudanças, pois o resultado de qualquer forma será o ataque ao direito à aposentadoria”, avalia a integrante da Secretaria Executiva Nacional Renata França.

Precisamos aproveitar as dificuldades que o governo e o Congresso têm para aprovar uma reforma prejudicial como esta, bem como o repúdio que cresce na população a estes ataques, para construir uma forte mobilização. Disposição de luta os trabalhadores já demonstraram que tem. Nossa tarefa é realizar fortes atos neste 1° de Maio e marcar a data da Greve Geral“, concluiu a dirigente.

A luta contra a reforma da Previdência é o mote principal das manifestações, mas os atos também vão levantar bandeiras em defesa dos empregos, dos direitos trabalhistas, entre outras reivindicações históricas da classe trabalhadora.

Confira o site especial sobre a Reforma da Previdência: