10 de Novembro: Luta e resistência negra no Maranhão

Neste dia 10 de novembro o Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe participou das atividades do dia nacional de protestos e mobilizações em todo o Brasil contra a reforma trabalhista, a reforma previdenciária, as terceirizações, as privatizações e em defesa dos serviços públicos.

Em São Luís, às 5h da manhã na Barragem do Bacanga iniciou-se um ato com grande mobilização das centrais sindicais, partidos e movimentos populares, onde interditamos as duas vias da BR 135. Um dos pontos altos da manifestação foi a chegada do povo da etnia Gamela, que desde o dia 7, segunda-feira, ocupa a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) reivindicando entre outras pautas a aceleração da demarcação de suas terras localizadas nos municípios de Penalva, Matinha e Viana.

Entre caminhada e falas foi lançado oficialmente os “15 dias de Luta contra o Racismo” pelo Comitê Pró-Periferia, CSP-Conlutas que, entre outras atividades, tem a Marcha da Periferia, que será realizada dia 17 de novembro com concentração na Praça Deodoro e culminância no 28º Festival de Hip Hop que acontecerá na Praça Lagoa Amarela (Reviver-Praia Grande) e o encerramento dia 25, dia Internacional da Não-violência contra a mulher, que ocorrerá um debate sobre Feminicídio negro e Formas de Resistência, no Bairro da Liberdade.

Rosenverck Santos, militante do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe denunciou toda violência à população negra no Maranhão, com expulsão de suas terras, ameaças e mortes sofridas pelos quilombolas e indígenas e, o genocídio da juventude negra e feminicídio de nossas mulheres, ressaltando também todos os ataques do governo de Temer aos trabalhadores e do governo estadual, sobretudo a violência policial nos bairros de periferia.

Abaixo o Genocídio Negro, o Governo Temer e suas reformas!

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