Falta de moradia não se resolve com repressão policial

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PM quebra o braço de ativista

Minas Gerais tem um déficit de 557 mil moradias. Só em Belo Horizonte, são 78 mil famílias sem teto. Não à toa, já são mais de 25 mil famílias em ocupações urbanas na região metropolitana da capital. Cansados da falta de saneamento básico, da impossibilidade de matricularem seus filhos e filhas na escola ou mesmo de serem atendidos num posto de saúde por falta de comprovante de endereço, moradores de ocupações urbanas ocuparam, nesta quarta-feira, 2, o prédio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel).
 
A Prefeitura de Márcio Lacerda, longe de se preocupar em receber as famílias e resolver esse problema social, encarou mais uma vez os ocupantes, as crianças e apoiadores com repressão. O vídeo abaixo mostra a PM disparando tiros de borracha e agredindo indiscriminadamente manifestantes. Chegaram ao ponto de prender um companheiro por tentar entregar comida às pessoas que estavam dentro do prédio, já que a ordem era não permitir que os ocupantes se alimentassem.
 
Quero saber: por que tem tanto dinheiro para isentar as grandes empresas de impostos, tanto dinheiro para implementar o MOVE às pressas, para construir os estádios para a Copa ou mesmo para garantir um efetivo de milhares de policiais militares para reprimir manifestantes e não tem para construir casas para as famílias sem teto? Eu protesto! Essa prioridade tem que ser invertida. A população pobre e trabalhadora tem de ter acesso às condições mínimas de sobrevivência como moradia, saúde, transporte e educação.
 

 
*Izabella é pré-candidata a deputada federal pelo PSTU-MG

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