Editorial: Depois do 15M, greve geral já!

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Leia o editorial do Opinião Socialista nº 532

gigantesca mobilização que sacudiu o país no 15 de março demonstrou que a greve geral é plenamente possível. A classe trabalhadora mostrou que tem disposição de luta, força e que quer derrotar as reformas de Temer.

O obstáculo para a greve geral, até agora, tem sido as cúpulas do movimento. É preciso que as centrais sindicais façam a sua parte. Não é possível mais justificar a ausência da definição de uma data para a realização de uma greve geral.

Nos últimos meses,  a maioria das  centrais rejeitou a proposta da CSP-Conlutas de convocação de uma greve geral. Diziam que a classe trabalhadora não teria disposição para fazer a greve, porque haveria uma onda conservadora no país, teria havido um golpe e a classe estaria na defensiva .

Esses foram os argumentos usado pela direção da CUT, por exemplo. Já a cúpula da Força Sindical foi pelo caminho da negociação das reformas, argumentando não haver força para derrotá-las porque Temer seria muito forte, como diz Paulinho da Força.

O dia 15 de março demonstrou, categoricamente, que o problema não está embaixo: está em cima. A classe quer e tem disposição de fazer greve geral. É um verdadeiro crime contra os trabalhadores que dirigentes busquem negociar as reformas. Essas emendas configuram graves ataques à aposentadoria. Basta dizer que as emendas apresentadas por Paulinho da Força, por exemplo, defendem idade mínima de 60 anos em vez dos 65…

A tarefa é impedir a aprovação das reformas. Com greve geral isso é possível. Ela só não acontecerá se as centrais sindicais não definirem uma data unitária.

Se não fizerem, vai caber aos sindicatos na base e aos comitês de luta contra as reformas tomarem para si a tarefa fazer o que precisa ser feito.

Fora Temer e Todos Eles!
Temer, na maior cara de pau, disse, no dia 15, que a maioria da população apoia as reformas. O governo e o Congresso são um antro de corruptos que representam a si próprios e os interesses de meia dúzia de banqueiros e empresários.

Por isso, defendemos botar abaixo já esse governo e todos os corruptos, incluindo a maioria de pilantras desse Congresso.

Os trabalhadores precisam de um governo que pare a sangria de recursos públicos e suspenda o pagamento da dívida pública aos banqueiros. Um governo em que os de baixo governem por Conselhos Populares. Um Governo Socialista dos Trabalhadores, sem patrões e sem corruptos. O Brasil precisa de uma revolução dos de baixo para derrubar os de cima.

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