Zé Maria lança pré-candidatura com atos no Nordeste

A pré-candidatura de Zé Maria será lançada em mais um capital do nordeste. Nesta sexta, dia 27, será a vez de Recife realizar o lançamento da pré-candidatura. O ato será às 19h, na Sede do MTC (R. Gervásio Pires, 404 – próximo da Av. Conde da Boa Vista).

Nos atos, o partido tem feito uma avaliação dos oito anos do governo Lula, voltados para as grandes empresas, bancos e multinacionais. “O governo deu R$ 131 bilhões em repasses ao agronegócio em 2008, para as transnacionais. Isso é 10 vezes mais do que gasta com sua principal vitrine, o programa Fome Zero”, denunciou Zé Maria. O programa é uma das principais bandeiras do governo, mas seu orçamento para 2009 não deve ultrapassar os R$ 11 bilhões.

Em seu discurso, o presidente do PSTU tem procurado demonstrar o que poderia ser feito caso o país rompesse com as grandes empresas e o imperialismo. “Imaginem de quanto poderia ser o salário mínimo, se deixássemos de pagar os juros da dívida externa. A quanto poderia ir a aposentadoria, quanto poderíamos investir em educação e saúde. É possível ter salário, emprego e direitos, mas para isso é preciso romper com o imperialismo. É preciso uma saída socialista dos trabalhadores”, defendeu.

Além do governo, Zé Maria também denunciou a oposição de direita, PSDB-DEM, “cujo programa foi roubado por Lula”. Para o PSTU, a candidatura de Marina Silva também representa a continuidade deste modelo. Defende a ecologia, mas enquanto ministra, ocorreram os dois maiores retrocessos das últimas décadas: a liberação dos transgênicos e a transposição do São Francisco. “O desenvolvimento sustentável que ela propõe é uma ilusão, pois esbarra no lucro das empresas e multinacionais. É o mesmo que dizia Lula. Mas não há como defender o meio ambiente sem enfrentar empresas como a Vale. Sem lutar contra o capitalismo”, afirma.

Marina Silva não é alternativa
O PSTU continua defendendo uma frente socialista, mesmo depois de o PSOL ter iniciado negociações com o PV e suas principais figuras públicas, como Heloísa Helena, terem defendido o apoio à Marina.

Os atos tem sido marcados pela presença de militantes e dirigentes do PSOL, que discursam criticando a aliança com o PV e defendem a frente. Em São Paulo, representantes do PSOL estiveram no ato e criticaram duramente as negociações com o PV. “É correto participar das eleições e eleger deputados, mas não a qualquer custo”, criticou Marcos, da corrente Liberdade, Socialismo e Revolução.

No Rio de Janeiro, o Coletivo Paulo Romão, que reúne professores, em sua maioria do PSOL, enviou uma carta, na qual declara apoio à iniciativa do PSTU: “A única candidatura que representa os objetivos imediatos e históricos dos trabalhadores do campo e da cidade é a do companheiro José Maria de Almeida.” Em Porto Alegre, a candidatura também foi saudada por Neida Oliveira, dirigente do PSOL e vice-presidente do sindicato dos professores. “A possibilidade de coligação será um erro irreparável do partido”.

Zé Maria tem convocado a unidade em torno de uma alternativa dos trabalhadores nas eleições: “Marina não representa a esquerda socialista. Apoiar sua candidatura é um erro. Mas, com frente ou sem frente, haverá uma candidatura socialista dos trabalhadores nestas eleições”.