Virada Cultural ganha as cores do arco-íris em São Paulo

Adesivo marcou a Virada Cultural

A luta contra a homofobia coloriu o centro de São Paulo neste fim-de-semana. Quem participou ou passou pela Virada Cultural, um dos maiores eventos culturais da capital paulista, pode ver a bandeira do arco-íris estampada em adesivos no peito do público. A iniciativa é parte da campanha “É hora da virada! Chega de homofobia, basta de violência!”.

A Virada é um evento anual em que, durante 24 horas, acontecem apresentações de todas as artes: música, teatro, circo, literatura etc. Este ano, estima-se que 4 milhões de pessoas tenham participado. A Virada acontece num momento em que o movimento LGBT começa a se unir e organizar ações contra a absurda onda de violência homofóbica em São Paulo.

Os adesivos começaram a ser distribuídos ainda na concentração, no Largo do Arouche, para o show de abertura com a cantora Rita Lee. De lá, um grupo de cerca de 70 ativistas saiu em bloco para o show, onde distribuiu massivamente o material.

A adesão foi imediata. Rapidamente, por toda a plateia, de milhares de pessoas, era possível ver os adesivos colados nos peitos e braços – de jovens, adultos, crianças, idosos. Eram dois adesivos: um feito pela CSP-Conlutas e pela ANEL e outro dos Movimentos Contra a Homofobia, que reúne algumas organizações do setor.

Além do adesivo para o público, uma O evento serviu para demonstrar a força da organização do movimento GLBT e o espaço que existe para levantar a bandeira contra a homofobia. Além de pedir e usar os adesivos, várias pessoas se interessaram em fazer algo mais, pediam contatos e também distribuíam os adesivos. O apoio mostrou, também, aos bandos fascistas que eles são uma minoria indesejada.

Guilherme Rodrigues, militante do PSTU e ativista LGBT que recentemente foi . Ele foi um dos principais organizadores dessa iniciativa.

“Não estamos sozinhos nessa luta, já sabemos. Podemos contar com o movimento antirracista, feminista, com trabalhadores e com a juventude. Somos muitos e podemos ser cada vez mais fortes se nos organizarmos”, avalia.