Violência policial: a morte de inocentes na porta de casa

Esse é o serviço prestado pela Polícia Militar do PSDBA Polícia Militar paulista é uma das que mais assassinam jovens inocentes. As próprias estatísticas vêm demonstrando há anos isso. Somente em 2010, o aumento no número de mortes pela polícia foi de 40%. Mas na última semana ela se superou.

No dia 8 de maio, um sábado véspera do Dia das Mães, o motoboy Alexandre Menezes dos Santos, voltava para casa, feliz da vida. Havia comprado uma moto e iria emplacá-la na segunda-feira seguinte. Após percorrer 50 metros, entre sua casa e um cruzamento, a PM diz que ele está na contramão. Na porta da sua casa foi cercado por 4 PM´s, e aí sua vida estava, infelizmente, encerrada.

Os policiais simplesmente o espancaram até a morte, mesmo com a mãe do jovem saindo de casa e implorando pela vida do filho. Os fascistas não pararam até que o jovem estivesse sem vida.

Ódio a serviço de uma classe
O perfil do jovem Alexandre infelizmente é o mesmo da maioria das vítimas que caem nas mãos da PM no país. Jovem, entre 15 e 24 anos, negro e morador da periferia das grandes cidades.

Isto não é só estatística, é uma política de extermínio, pois temos casos e mais casos de jovens brancos, ricos ou das classes médias deste país que, realizando rachas com seus carrões, dirigindo em alta velocidade, atropelam e matam pessoas. E muitas vezes nem julgados ou condenados são.

Aqui em Taubaté, cidade administrada pelo PMDB e o PT, tivemos um caso assim. O filho do diretor de trânsito da cidade, dirigindo em alta velocidade, e na contra mão, sem carteira e bêbado simplesmente passou por cima de outro jovem na sua moto. A vítima, um morador da periferia da cidade, perdeu a perna no acidente. Já o infrator simplesmente não prestou socorro. Seu pai foi na mesma noite à delegacia e se justificou pelo filho, e até hoje o jovem pobre que perdeu a perna nem assistência, nem nada conseguiu com o processo que entrou contra o jovem rico que o atropelou e mudou sua vida para sempre.

No Brasil, as classes ricas sempre usaram a polícia para intimidar e manterem a maioria da população pobre sob controle. Justiça e igualdade são palavras ocas e sem sentidos nas periferias das cidades, enquanto o PT diz que o Brasil avançou décadas no seu governo, e o PSDB, por sua vez, diz que é “republicano”, sabe-se lá o que isto significa. O Brasil real, infelizmente, é este do caso da Cidade Ademar na Zona Sul de São Paulo. A polícia primeiro mata e depois vê se o “cidadão” deve alguma coisa.

Pela desmilitarização das PM´s
Nós, socialistas, defendemos a imediata desmilitarização das PM´s, a unificação das polícias, o fim da tutela do Exército sobre as PM´s. Defendemos ainda o controle da sociedade sobre as polícias, ou seja, que a população dos bairros elejam os delegados, que as associações de moradores controlem os arsenais da polícia, etc.
Que os policiais tenham direito de greve e de elegerem os oficias e que a população julguem os crimes dos policiais, e não tribunais especiais como hoje.

E mais, pelo direito de auto-defesa da população pois, como no Rio hoje, as milícias, formadas por policias e ex-membros do Exército se acham no direito de controlar bairros inteiros, invadir casas, expulsar moradores, violentar adolescentes, em conivência com policiais corruptos. Desarmada, a população se vê encurralada entre dois grupos: a polícia e os bandidos. É preciso defender que a população trabalhadora tenha o direito de se armar para se defender.