Valério Arcary levanta o plenário ao opor-se ao governo e criticar a postura governista das direções

Na conferência sobre “Estado e Movimentos sociais: repressão, cooperação, cooptação”, realizada domingo de manhã no Mineirinho, Valério Arcary, da direção nacional do PSTU, foi incluído de última hora na mesa, que contou com a presença de Gilmar Mauro, do MST, Luiz Marinho, da CUT, e Gustavo Petta, da UNE.

A participação de Valério mudou o clima do Fórum. As críticas ao governo Lula arrancaram aplausos entusiasmados do plenário. Valério iniciou sua intervenção citando um provérbio chinês: “quem não conhece o inimigo não pode vencê-lo”.

Defendeu que o movimento precisa enfrentar o governo e se contrapor à política das direções governistas da CUT e da UNE de apoiar as iniciativas do governo nas reformas e de avançar nos acordos da Alca e do FMI: “A UNE e CUT têm um papel histórico e não foram construídas com muita luta para serem unidades chapa-branca do governo”.

Sem argumentos, Marinho recorreu ao velho jargão de que apóia o governo, mas tem críticas a algumas medidas adotadas. Disse também que a vitória de Lula representa a vitória dos movimentos sociais, mas esqueceu de dizer que o voto depositado em Lula representava a esperança de milhões de brasileiros para mudar a situação do país. Valério lembrou que ninguém arrochou mais do que Palocci, “que fez uma escolha estratégica pelo capitalismo, ao conseguir um superávit primário maior do que o fechado com o FMI”.

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