Trabalhadores dos Correios fazem plenária para organizar lutas e fortalecer a FNTC

Encontro reuniu trabalhadores de dez estados em oposição à Fentect

Nos dias 25 e 26 de maio de 2013, trabalhadores da ECT de aproximadamente dez estados organizaram uma plenária da Frente Nacional dos Trabalhadores de Correios (FNTC). A FNTC surge como uma alternativa de luta frente às traições da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa de Correios (Fentec) e articular a defesa da categoria frente aos ataques dos governos petistas primeiro de Lula, depois de Dilma. A plenária, além de debater conjuntura, discutiu os próximos passos para fortalecer a FNTC na base, além de debater a luta contra a privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
 
Organizar a defesa dos Correios contra a privatização
O governo Dilma, há dois anos, aplicou a MP 532, que transformou a empresa em Sociedade Anônima e foi sancionada se tornando lei. Além de vender e comprar ações, a medida abre possibilidade de criações de subsidiárias nos correios. Agora, a direção da ECT elaborou um documento chamado Correios 2020. Na prática, organiza o processo de privatização em três ciclos e materializa, já esse ano, duros ataques à categoria.
 
O primeiro passo da privatização se passa no plano de saúde. A direção da ECT criou o Postal Saúde, um novo plano, com parceria público-privada, com cobrança de mensalidade dos trabalhadores. O objetivo da ECT é ter um plano que dê lucro e não que atenda à categoria. O encontro armou os trabalhadores para enfrentar esses ataques, denunciando a política privatista de Dilma, assim como vem fazendo com petróleo, portos e aeroportos.
 
Fortalecer uma alternativa na base
Debateu-se a necessidade de fazer um amplo debate com a categoria de unificar a campanha salarial com pauta e mesa única e de comando de um por base. A FNTC tem um entendimento de que é preciso ganhar a categoria para lutar contra a divisão burocrática da Fentect e da Findect. Por isso, a unidade da categoria para lutar contra a sobrecarga, por salário e contra a privatização.
 
Também se aprofundou o tema de potencializar uma alternativa real para os trabalhadores e a consolidação da FNTC na base. Hoje, a Fentect, apesar da mudança da sua direção, e a Findect não representam uma alternativa real de luta, pois continuam burocráticas e governistas. O exemplo é a paralisia completa das duas federações na luta pela PLR.
 
Por isso, uma das discussões importantes foi a estruturação na base da FNTC, elegendo uma coordenação e apontando um indicativo de ruptura com a Fentect e a construção de um amplo congresso em novembro. Frente à falência da Fentect e Findect, a frente passa a ser uma necessidade para enfrentar os ataques impostos a categoria.
 
Esse encontro expressa de forma categórica que o movimento sindical combativo não se dobrou, que não se vendeu, que não fez da luta sindical um trampolim para pegar cargos na empresa. Apesar dos ataques impostos pelo governo Dilma, a categoria começa a dar respostas claras e prepara para esse ano uma forte greve, assim como os trabalhadores de todo o país começam entrar em ação. As greves de 2012 foram 63% maiores do que 2011. Por isso, a consolidação da FNTC é um passo determinante para organizar a categoria nos principais embates do próximo período.