Teresina: greve radicalizada dos trabalhadores municipais

Já entra para a segunda semana a greve dos servidores municipais de Teresina. Os trabalhadores deflagraram a greve depois de inúmeras tentativas de negociação junto ao palácio da cidade, governado por Elamano Ferrer (PTB). Desde abril que a direção do SINDSERM (Sindicato dos Servidores Municipais) tentava dialogar com a administração da prefeitura.

O cotidiano de Teresina já não é mais o mesmo depois da deflagração do movimento grevista. Semanalmente as ruas de Teresina são tomadas por centenas de trabalhadores que não agüentam mais o arrocho salarial dos 20 anos de governo do PSDB e agora do PTB, à frente da prefeitura.

A saúde da capital, Teresina, está um caos, poucos hospitais funcionam, faltam médicos, enfermeiros, medicamentos e outros materiais necessários. Na educação, a situação é uma calamidade, quase 50% do quadro de professores é de estagiário (a prefeitura descumpre determinações do Ministério Público para contratar efetivos), o aumento do Piso Salarial Nacional, que já era para ter sido repassado desde janeiro, ainda não foi incorporado ao salário dos professores. Como também, as escolas funcionam de forma precária.

Nesse sentido, em todas as áreas da administração pública o projeto neoliberal do PSDB/PTB mostra a sua face, através do desmonte dos serviços públicos (privatizações, terceirizações), do arrocho salarial, indo na via contrária aos interesses da classe trabalhadora de Teresina.

Segundo o presidente o sindicato e militante da CSP- Conlutas, Francisco Sinésio, “A greve está muito forte em toda a cidade, mais de 80% da educação está parada, e 70% da saúde. Convencemos os trabalhadores do principal hospital da capital (HUT) a paralisarem suas atividades. Vamos continuar mobilizados, fazendo atos públicos para denunciar e pressionar a prefeitura a negociar com os trabalhadores. Diariamente a sede do sindicato está cheia de trabalhadores da base, saindo em grandes comandos de greve. A base tomou para si a direção da Greve!”.

A categoria exige a reposição salarial de 47% e melhores condições de trabalho, dentre outros pontos de pauta. Está marcada uma assembléia geral para esta quarta feira, dia 18, para que os trabalhadores possam avaliar o movimento e planejar os próximos encaminhamentos.

Os ventos de luta e resistência que sopraram de Fortaleza, chegaram por aqui, e a exemplo da construção civil, aqui em Teresina está havendo Tsunami de trabalhadores municipais pelas ruas da cidade.