O PSTU completou neste dia 26 de abril, a chapa de pré-candidatos ao governo do estado de São Paulo. Flávia Bischain, professora da rede pública estadual e ativista da região da Brasilândia, é a pré-candidata à vice-governadora, pelo PSTU, junto com Altino Prazeres, coordenador do Sindicato dos Metroviários. No dia 7 de maio os dois participarão de um evento organizado pelo partido, às 16h, para o lançamento das pré-candidaturas, no Sindicato dos Metroviários de São Paulo (Rua Serra do Japi, 31, Tatuapé, São Paulo).

Para Flávia, “compor a chapa com Altino como pré-candidata é muito importante para o projeto político que queremos apresentar à São Paulo. Queremos trazer para o debate as necessidades da periferia, das mulheres e demais setores oprimidos da nossa classe“.

Professora Flávia é parte do grupo Brasilândia em luta, que organiza e divulga protestos, atividades de solidariedade e formação política da população da região. Nascida e criada no bairro da periferia da Zona Norte da capital, a pré-candidata já participou de iniciativas como Comitê de Luta contra as Reformas Trabalhista e da Previdência e diversas lutas locais.

A Professora Flávia conhece muito bem as necessidades da periferia, mas também o seu enorme potencial. Ajudou a organizar as Marchas da Periferia contra o racismo e por reparações à população negra e está ao lado das trabalhadoras no movimento de mulheres contra o machismo e a opressão.

Diretora do sindicato dos professores (Apeoesp) e integrante da Secretaria Executiva Nacional da Central Sindical e Popular Conlutas, participa ativamente das lutas em defesa da escola pública e da valorização dos professores. Esteve ao lado dos estudantes, nas ocupações das escolas e participou ativamente das greves da educação.

É contra o projeto Escola sem Partido, defendido pelo MBL e Bolsonaro, que criminaliza os professores. É contra a Reforma do Ensino Médio e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que prevê uma série de medidas que privatizam, geram desemprego, evasão escolar, queda da qualidade e o desmonte completo da escola pública.

Entende que a eleição é um jogo de cartas marcadas, onde o que manda são os interesses do poder econômico e que é preciso furar esse bloqueio para que os trabalhadores possam decidir sobre os rumos do país. Mas também quer, nas eleições, debater com os trabalhadores e com o povo oprimido de nosso estado sobre suas reais necessidades e a organização por baixo que precisamos para sair dessa situação de pobreza e opressão. Sua pré-candidatura estará a serviço desse projeto.

Ambas as pré-candidaturas, de Altino e Professora Flávia, estão sendo propostas ao Polo Socialista Revolucionário, agrupamento de coletivos e ativistas que entendem que é urgente derrotar o projeto ditatorial de Bolsonaro, mas também superar os políticos que defendem a união dos trabalhadores com os patrões. “A conciliação com a burguesia leva os trabalhadores a um beco sem saída. É lamentável que o PSOL hoje também siga nesse rumo, como o PT já o fez. Por isso, convidamos os companheiros e companheiros que não concordam com isso a fortalecer o Polo Socialista!” diz Flávia.