Terminal de ônibus vazio por conta da greve | Foto: Reprodução de Imagens da TV Globo

A maior cidade do país amanheceu sem trasporte coletivo de ônibus. A culpa é dos empresários, que estão preocupados apenas com o lucro e não atendem as reivindicações dos trabalhadores.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou a greve como irresponsável, mas silencia quanto aos empresários não atenderem a pauta dos trabalhadores, como a hora de almoço remunerada, a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o plano de carreiras da categoria.

Os motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo estão há meses em processo de mobilização. No último dia 14, realizaram também uma greve e conseguiram o reajuste salarial de 12,47%, que a patronal se negava a pagar.

“Já se passaram dois meses das nossas negociações, e os patrões mostraram-se intransigentes, pedindo prazos, paciência e protelando decisões. A categoria está estafada dessa enrolação”, afirma presidente em exercício do sindicato, Valmir Santana da Paz, o Sorriso.

Garagem da empresa Santa Brígida com todos os veículos estacionados | Foto: Reprodução de Imagens da TV Globo

Uma greve forte

A greve é forte, com grande adesão da categoria. A paralisação foi aprovada ontem, que contou com a participação de 6 mil rodoviários. A paralisação afeta 675 linhas diurnas e 6.008 ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã.

Durante a madrugada, 88 linhas do Noturno, de 150, não operaram. A partir das 4h, a operação em todas as garagens dos grupos estrutural e de articulação regional foi interrompida, exceto na Express, na Zona Leste.

Apoio à greve

O PSTU emite seu apoio à luta dos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo por direitos e melhores condições de trabalho.

“Os trabalhadores estão no seu direito de fazer a greve. A luta anterior conquistou a inflação do período, mas isso não resolve os problemas. Nós, trabalhadores metroviários, ferroviários e outras categorias, enviamos toda nossa solidariedade para nossos irmãos que lutam por direitos. Que eles derrotem a ganância dos empresários e a Prefeitura que está a serviço dos donos de empresas”, declara o metroviário Altino Prazeres, pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSTU e pelo Polo Socialista Revolucionário.