SP: Convenção lança Frente de Esquerda e reforça a importância de uma alternativa socialista


Aconteceu nesse dia 24, no auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,a Convenção Estadual do PSTU

O encontro teve como objetivo homologar as candidaturas para deputados estaduais e federais do partido e, principalmente, confirmar a construção da Frente de Esquerda em São Paulo, lançando o professor e jornalista Gilberto Maringoni do PSOL como candidato a governador e a servidora pública Ana Luiza do PSTU como senadora.

Na presidência da mesa estiveram Helena Silvestre, da coordenação nacional do Movimento Luta Popular, e Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários e militante do PSTU. O primeiro a falar foi Zé Maria, candidato do PSTU à presidência da República.

Zé relembrou a fala de Lula quando este se elegeu presidente em 2002, que dizia “que não seria de um dia para o outro que eles do PT mudariam 500 anos de exploração”. Hoje, a realidade mostra que não são mais os 500 anos de que falava Lula que temos que lutar para mudar, devemos somar os mais 12 anos de PT no poder que não mudaram em nada a lógica de acumulação e exploração capitalista.

Zé Maria também comentou sobre a importância das eleições na luta pela consciência das classes exploradas. “O sistema eleitoral é controlado pelo sistema econômico, mas cada voto que ganhamos é um voto a menos para a burguesia, para o PSDB, para o PT”. Ele afirmou que devemos sim nos dedicar na campanha, pois esse é mais um meio de mostrar nossa política, de mostrar que há uma alternativa em relação à direita tradicional e ao PT, é mais um meio para organizar as lutas da população, de lutar pela consciência dos trabalhadores e juventude do país.

A batalha política fundamental que está colocada é uma obrigação de todos nós da esquerda socialista brasileira, é disputar a consciência da nossa classe para outro projeto, não da direita tradicional que ai está e que historicamente sempre governou esse país, e tampouco a manutenção dos governos da Frente Popular, que em última instância governam para os banqueiros e grandes empresários que vão financiar sua campanha até outubro”, afirmou Zé Maria. “Cada voto que nós retiramos da direita, que retiramos do PT para um candidato socialista, para um candidato operário, é uma vitória política contra a burguesia desse país, e se conseguirmos eleger um companheiro com o Toninho, um operário, no Congresso Nacional, as nossas lutas aqui embaixo terão lá uma tribuna para defendê-las e ampliá-las, fortalecendo o processo de lutas da classe trabalhadora”, reforçou.

O candidato também ressaltou a importante campanha contra as 42 demissões dos metroviários depois de uma greve histórica que enfrentou a truculência do governo Alckmin. E assim como disse Celso, um dos demitidos: “Não tem arrego! Enquanto o governo não reaver as demissões os trabalhadores permanecerão na luta”.

 O candidato a governador pela Frente de Esquerda, Gilberto Maringoni, ressaltou mais uma vez que não será uma eleição fácil: “estamos no campo deles”, disse. Mas, assim como Zé Maria, ele concorda com a importância das eleições como uma ferramenta na tomada de consciência da população e organização das lutas. Reforçou que estamos enfrentando mais de 20 anos da direita tradicional em São Paulo. Temos o Padilha do PT que não é alternativa, visto os mais de 10 anos de Lula e Dilma no poder que nada mais fizeram se não continuar “dentro do jogo”, beneficiando os grandes empresários em detrimento de muito sofrimento da maioria do povo brasileiro, e temos também Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que representa o patronato, o mesmo que apoiou o Golpe de 64 e sustentou os governos militares por mais de 20 anos no poder, o mesmo que financiou a carnificina da Operação Bandeirante, que perseguiu, prendeu, torturou e matou centenas de militantes por todo a América Latina.

Maringoni também reforçou a defesa dos metroviários e disse que o governo do estado tentou “quebrar a espinha dorsal” do movimento dos trabalhadores, mas que não conseguiu, os metroviários permanecem em luta, contra as demissões, por melhores condições de trabalho e por um transporte de qualidade.

Após o candidato do PSOL, falou Toninho Ferreira, operário e destaque na luta dos moradores do Pinheirinho, candidato a uma vaga no Congresso Nacional. Toninho falou da importância da luta dos trabalhadores e juventude nas eleições. “Eles podem ter o dinheiro que eles têm, mas eles não têm a consciência da nossa militância, eles não têm a capacidade que a gente tem pra fazer campanha, eles não têm a nossa ideologia!”.

E por fim, para encerrar a convenção, falou Ana Luiza, candidata ao Senado, que relembrou as manifestações de junho de 2013 que iniciaram no país uma nova etapa, onde “não tem mais fuzil ou bala de borracha que pare nossa luta”, uma fase onde o morro desceu e gritou pra ser ouvido, uma fase que a luta da juventude e dos trabalhadores, mas do que a diminuição do preço das passagens, conseguiu uma vitória importante contra a repressão da PM a mando dos governos. E esse ano, nas eleições que se aproximam, será esse mesmo espírito o da nossa militância, de que na luta, organizados, nós conseguimos vencer.

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