Servidores municipais de Bauru em greve contra o arrocho salarial

Passeata com 800 trabalhadores recebe o apoio da populaçãoNa terça-feira, dia 4 de abril, os servidores municipais de Bauru cruzaram os braços e decretaram greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica 30% de reajuste salarial; R$ 100 de incorporação de abono; além de um aumento de R$ 68 em seu vale-compra.

A adesão à greve vem crescendo a cada dia. Em setores como educação e saúde, a paralisação é quase total. O movimento é forte também no setor de obras da cidade. Além do arrocho salarial, os servidores enfrentam em seu dia a dia condições precárias de trabalho, como desvio e acúmulo de função por falta de funcionários.

Essa situação se intensificou na atual administração, de Tuga Angerami (PDT), que desde que iniciou seu governo vem atacando o salário dos trabalhadores e tenta tercerizar serviços públicos, como a coleta de lixo, a limpeza e o atendimento no terminal rodoviário. O prefeito apresentou a proposta ridícula de 5,03%. Na prática, isso significa 0% de reajuste, porque a contribuição previdenciária aumentou depois da reforma feita por Lula.

Apesar das ameaças feitas por diretores de setor, a perspectiva para a segunda semana de greve é de mais adesões e paralisações. O apoio da população tem sido grande. Isso ficou evidente durante a passeata de 800 servidores que percorreu o Centro da cidade, na quinta-feira, dia 6. Pelas ruas onde passavam, os manifestantes eram aplaudidos.

O PSTU participa ativamente de todo o movimento e do comando de greve, por meio de sua militância no Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e na Conlutas.