SE: Rompimento de adutora deixa mais de 1 milhão de pessoas sem água


Para o PSTU, falta de investimento na Companhia de Saneamento Básico de Sergipe (Deso) foi determinante no rompimento de aduto

A presidente estadual do PSTU sergipano, Vera Lúcia, comentou nesta segunda-feira, 11, o rompimento da adutora da Companhia de Saneamento Básico de Sergipe (Deso) com o desabamento de ponte no município de Laranjeiras. Vera defende que sejam esclarecidas as causas do incidente. Mesmo assim, a líder da agremiação já se adianta e afirma que uma política de fortalecimento da Deso como empresa pública poderia ter evitado o rompimento.

Hoje o governo Jackson desistiu da Deso. Não compreende a importância dessa companhia para o povo sergipano. Será que se tivéssemos uma companhia capitalizada, sem terceirizações, com investimento em mais mão de obra qualificada própria e tecnologia, este desastre não poderia ser prevenido?”, questiona Vera.

Para o partido de esquerda, o avanço das terceirizações é prejudicial à boa prestação de serviços. Vera defende uma auditoria pública independente nos contratos de terceirização da Deso. Ela lembra que o sindicato dos trabalhadores da empresa, o Sindisan, já fez inúmeras denúncias sobre a demora ao atendimento de pedidos de ligação de água que chegariam a até dois anos de espera. Todas as ligações no Estado são feitas por uma empresa terceirizada.

A Deso tem hoje quase 1.100 trabalhadores terceirizados segundo o Sindisan. Eles recebem salários menores, têm menos direitos e são mais explorados. Pelas denúncias constantes, podemos ver claramente que a empresa terceirizada não tem compromisso nenhum com o bom atendimento à população. Terceirização é igual a menos direitos para os trabalhadores, mais lucros para os empresários e não é garantia de serviço de boa qualidade. Por isso somos contra o Projeto de Lei 4330/2014 que amplia a terceirização no Brasil e defendemos o fim das terceirizações na Deso”, argumenta.

A líder do PSTU sergipano também condenou a intenção do Governo do Estado de firmar Parcerias Público Privadas (PPPs). “As relações entre a iniciativa privada e o estado são prato cheio para a corrupção. Vejam o exemplo da Petrobrás, a presidente Dilma avança na privatização da empresa e não param de aparecer casos de corrupção que são fruto das relações da Estatal com empresas privadas. Os noticiários não falam em outra coisa. Com as PPPs, o povo sai sempre perdendo, pois as PPPs é uma das formas de privatizar a empresa. O governo Jackson está aprofundando o sucateamento da Deso e isso só tende a piorar com as PPPs. A Deso precisa de investimento público em tecnologia e em valorização da mão de obra. Um serviço tão importante como o saneamento básico não pode ficar nas mãos de meia dúzia de empresários”, completa.