São Paulo tem maior ato contra o massacre no Líbano

Manifestantes tomam monumento
Sérgio Koei

Milhares de pessoas protestaram neste domingoEnfrentando o sol e o forte calor que teimam em dominar o inverno paulistano, milhares de pessoas marcharam nesse dia 6 de agosto contra o massacre perpetrado pelo Estado sionista ao Líbano e aos povos árabes. A manifestação organizada pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes, que reúne dezenas de entidades, entre elas a Conlutas, teve início na Praça Oswaldo Cruz, no início da Av. Paulista, seguindo em passeata até o monumento das Bandeiras, no Parque do Ibirapuera.

“Israel, Estado Assassino,
do povo libanês e do povo palestino“

Ao contrário do que tenta passar a grande mídia, a manifestação não se resumiu ao genérico pedido de “paz“ no Oriente Médio, mas denunciou de forma categórica o genocídio israelense. A palavra de ordem pelo “Fim do Estado de Israel“ foi inúmeras vezes repetidas em meio às bandeiras do Líbano, do Hezbolah e da Palestina.

“O imperialismo pode muito, mas não pode tudo. Ele pode ser derrotado e nós vamos derrotá-lo. No Oriente Médio, no Brasil e no mundo inteiro“, discursou Zé Maria , da direção nacional do PSTU e da Coordenação da Conlutas, que também exigiu do governo brasileiro o rompimento das relações diplomáticas e econômicas com Israel. “É preciso que Israel retire as tropas do Líbano, é um Estado agressor“, também exigiu Plínio de Arruda Sampaio, candidato da Frente de Esquerda ao governo de São Paulo. Além dessas reivindicações o movimento exige ainda a ruptura das negociações entre Mercosul e Israel.

`FotoJá Dirceu Travesso, dirigente da Oposição Bancária e candidato a deputado federal pelo PSTU, criticou a omissão do governo Lula. “Não basta dizer que está escandalizado, é preciso atitude concreta“, afirmou. Fábio Bosco, candidato a deputado estadual e integrante do Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes, criticou a ONU e pôs a prova sua legitimidade. “A ONU não tem moral para defender a paz, pois foi ela quem dividiu o território palestino e legalizou o Estado de Israel“, disse sendo aplaudido, afirmando que “o caminho da paz passa pelo fim do Estado israelense“.

Quase no fim da Brigadeiro Luiz Antonio, muitas palmas para o discurso da representante do movimento Hip Hop de São Paulo, Mara Assantewaa. Ela cantou uma música sua, sobre os ataques do imperialismo aos povos do mundo. O rap terminava assim: “Imperialismo poder ianque Estados Unidos da América / Eu tô pra ver seu exército enfim cair / O seu governo fantoche no Iraque ruir / Discurso farsante da democracia eu não me iludo / Seus tanques para o povo só provocam luto / Eu luto contra o estado de Israel assassino / Luto com o povo libanês e com o povo palestino“. A música e a fala de Mara, que também é militante da Corrente Operária do PSOL, mostrou que o inimigo é um só, seja para árabes que estão sendo atacados no Sul do Líbano ou para negros e negras, da periferia de São Paulo ou do Haiti.

`FotoIbrahim, representando a UJAAL (União da Juventude Árabe para a América Latina), lembrou que a data coincidia com o aniversário da bomba de Hiroshima e pediu 10 segundos de silêncio em homenagem às vítimas do imperialismo. O protesto terminou com os manifestantes tomando o grande monumento em frente ao Parque do Ibirapuera, empunhando suas faixas e bandeiras. No local, também foram queimadas bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Números
A imprensa estimou o número de participantes entre 4 e 6 mil pessoas. Para a polícia, haviam quatro mil. O fato, porém, é que este foi, até agora, o maior protesto no país contra o genocídio do Estado sionista, que chega ao seu 25º dia. No dia 12, atos serão realizados em todo o mundo, em uma jornada contra as agressões.

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