Reunião nacional da CSP-Conlutas prepara resistência contra anunciados ataques do governo Dilma

Nesses dias 4, 5 e 6 de fevereiro, a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, em São Paulo, reuniu 194 pessoas entre representantes e observadores credenciados de todo o país. Eram representações de sindicatos, minorias sindicais, oposições, movimentos populares, de lutas contra opressão e estudantes.

A manhã de domingo foi dedicada à apresentação e votação dos relatórios das reuniões setoriais de trabalho, além da aprovação das resoluções referentes aos temas debatidos nos dois dias anteriores.

A reunião foi palco de ricos debates. Entre eles a situação internacional a partir da crise econômica, os ataques aos trabalhadores, assim como sua resistência; além do apoio à revolução democrática que vem ocorrendo no Egito e em diversos países árabes.

No ponto nacional o centro do debate foram os ataques que o governo Dilma Roussef pretende fazer aos trabalhadores brasileiros em decorrência da crise e a organização da resistência a esses ataques por meio da unidade dos setores que querem lutar. Entre as atividades organizadas há a abertura da campanha salarial dos servidores públicos federais, em 16 de fevereiro, em Brasília, e o ato conjunto de diversas entidades em defesa dos direitos e da aposentadoria no dia 24 de fevereiro em Brasília também. Além dessas atividades já há um calendário de lutas que será divulgado juntamente com as resoluções da reunião.

A Coordenação aprovou ainda a continuação da Campanha de Solidariedade Classista às Vitimas das Enchentes, assim como o repúdio à presença da Polícia Militar, as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) nos morros cariocas.

A reunião também fez uma avaliação de sua implantação nos estados e aprovou a realização as plenárias ou reuniões de Coordenação Estadual para eleger suas respectivas secretarias e conselhos fiscais nos estados que ainda não o fizeram. Também será discutida a data para o próximo congresso nacional da Central.

Houve ainda informe da reunião sobre a reorganização com setores de esquerda, Intersindical, Unidos pra Lutar e TLS, com respectivos pontos de acordo para debate.

A reunião debateu e aprovou o relatório do Conselho Fiscal e de finanças, assim como os relatórios decorrentes dos debates das setoriais de trabalho – Mulheres, Negros e Negras, GLBT, Aposentados, Saúde, Servidores Públicos Federais – e inúmeras moções.

Todas as resoluções serão publicadas em breve na página da CSP-Conlutas e enviadas pela rede.