Repudiar a invasão da embaixada da Venezuela

    Redação

    Durante a madrugada desta quinta-feira, 13, um grupo de venezuelanos ligados a Juan Guaidó, invadiu a embaixada da Venezuela em Brasília. Ao que tudo indica, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também estaria por trás da ação ou pelo menos sabia dela. Em suas redes sociais, o deputado manifestou apoio à ocupação da embaixada da Venezuela. “Ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo“, disse o filho de Jair Bolsonaro em seu Twitter.  Eduardo Bolsonaro é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. É importante lembrar também que, assim como Donald Trump, o governo do Brasil reconhece o autoproclamado Guaidó como presidente da Venezuela.

    A invasão foi uma tentativa de se criar um fato político diante da 11.ª Cúpula do Brics, grupo de países formados pela Rússia, Índia, China, África do Sul e Brasil que terá início neste dia 13.

    É preciso repudiar a invasão à embaixada venezuelana por esse grupo de tresloucados. Toda e qualquer embaixada é considerada como parte do território de qualquer país. Por isso não é admissível essa invasão ou de outra força de segurança do país entre no prédio sem autorização do corpo diplomático.

    Nem Maduro, nem Guaidó
    Repudiar a invasão da embaixada pelos partidários de Guaidó, porém, não significa um apoio político à ditadura de Nicolás Maduro.

    O seu governo é responsável pela extrema miséria do povo venezuelano. Sua política mata as pessoas de fome e falta de medicamentos, mantendo o país atolado em uma degradação, jamais vista, dos serviços de saúde e educacionais, as universidades públicas destruídas, e joga a maioria da população em uma situação social absolutamente deplorável.

    Repudiar a ditadura de Maduro, por outro lado, também não é oferecer apoio político a Guaidó, um dirigente lacaio do imperialismo americano, fantoche dos principais grupos econômicos da burguesia tradicional do país e dos partidos patronais.

    Nem Maduro, nem Gauidó. É povo da Venezuela, através da sua luta, é quem deve tomar os rumos do país. Não à interferência disfarçada do governo Bolsonaro.