Queremos o direito à maternidade!

Creches gratuitas e de qualidade em período integral! Imediata aplicação da licença-maternidade de seis meses obrigatória, sem isenção fiscal e para todas as trabalhadoras!No Brasil, os mais básicos direitos das mulheres são negados. Exemplo disso é o direito à maternidade, negado às mulheres trabalhadoras e pobres.
O país tem 84,5% de crianças fora de creches. As mães precisam deixar seus filhos amparados para poder trabalhar, mas não encontram vagas nas creches públicas. A maioria não recebe auxílio-creche dos patrões ou, quando recebe, é insuficiente para pagar uma instituição privada, com as mínimas condições de higiene e pessoal especializado.

Quando a licença-maternidade acaba, começa o drama das mães que não sabem onde deixar seus filhos. Muitas acabam contratando meninas moradoras de seus bairros ou deixando com os filhos mais novos. Estamos falando de crianças cuidando de crianças. São meninas de oito, nove, dez anos com a responsabilidade de cuidar de bebês de quatro meses.

Bastaria fazer uma pesquisa para constatar que, em qualquer cidade do país, o problema é o mesmo. Os governos municipais, estaduais e federal não garantem este direito da mãe e da criança.

Só na cidade de São Paulo, o déficit de vagas em creches cresceu 49% em seis meses. Ao menos 110 mil mães e pais estavam nas filas de espera para matricular crianças de zero a três anos na rede de ensino, como mostra o balanço da Secretaria Municipal de Educação de junho de 2008.

Por isso, nós, do Movimento Mulheres em Luta, lançamos no Fórum Social Mundial um manifesto nacional pelo direito à creche e à licença-maternidade ampliada para todas as mulheres.

Nossa luta já começou. Em São José dos Campos (SP), trabalhadoras de vários setores, junto com o Movimento Mulheres em Luta, lançaram a luta por creches na zona sul da cidade. A proposta é cadastrar as mães sem creche e exigir do município a construção de unidades suficientes para suprir as necessidades da região.

Em todo o país, nas campanhas salariais das categorias em luta, a ampliação da licença-maternidade para seis meses se faz presente como uma luta não só das mulheres, mas de toda a classe trabalhadora.

Chamamos todas as trabalhadoras e organizações sindicais e estudantis, juntas com o Movimento Mulheres em Luta, a construir uma campanha nacional por esse direito que é de todas nós!

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