PSTU lança na marcha o manifesto `Fora Todos`

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Leia abaixo o texto do partido aos participantes do ato de 17 de agosto

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    FORA TODOS! Fora Lula, Congresso, PT, PSDB, PFL,… Pela construção de uma greve geral!

    O governo Lula, que já foi a esperança da maioria dos trabalhadores e jovens, hoje está paralisado pela comprovação pública de um esquema gigantesco de corrupção, nos moldes dos de Collor e FHC. Mas a profunda crise política existente não está limitada ao governo Lula. Inclui o conjunto da democracia burguesa, a democracia dos ricos e corruptos. O PSDB e o PFL, que tentam capitalizar a crise do PT, são parte fundamental tanto da corrupção como do plano neoliberal que deram origem a situação atual.

    Esta crise, por sua profundidade, comove o conjunto da população, e é discutida em cada casa, em cada fábrica e em cada escola do país. Existe uma enorme indignação, ao se comparar os salários arrochados dos trabalhadores com os milhões e milhões que foram e são roubados dos cofres públicos, transportados em malas ou cuecas, no Brasil e em contas clandestinas no exterior.

    É necessário dar uma resposta categórica a esta crise. Não devemos temer levantar a bandeira “Fora Lula”, porque este não é o nosso governo, não é um governo de trabalhadores. É um governo da burguesia, que aplica um plano econômico a serviço das grandes empresas e do imperialismo, e tem a mesma corrupção da direita.
    A grande ilusão que existia no governo já teve uma queda qualitativa, e vai se dissipando cada vez mais. Não pode ser que a oposição visível a este governo seja somente a do PSDB-PFL.

    Mas não podemos ficar só contra o governo. Defendemos também “Fora o Congresso”, também contra os picaretas do PSDB, do PFL, do PMDB, do PL e do PP. Não pode ser que os corruptos da oposição de direita no Congresso julguem um impeachment do governo corrupto.

    “Fora Todos!”, é a resposta que o PSTU propõe aos trabalhadores e jovens deste país, traduzindo o repúdio que os trabalhadores sentem ao ver que são todos farinha do mesmo saco.

    Defendemos que a mobilização do dia 17 tenha continuidade, com atos em todas as cidades, e que apontemos para a perspectiva da construção de uma greve geral no país.

    Este ato deve apresentar uma terceira força,
    uma verdadeira alternativa dos trabalhadores

    Junto com uma enorme indignação, paira uma grande dúvida em grandes camadas dos trabalhadores e jovens, que já não querem mais a corrupção deste governo, mas tampouco aceitam a volta da oposição burguesa. Dizem, “Mas caindo Lula, volta o PSDB-PFL?”.

    Boa parte do povo pobre deste país só vê duas alternativas reais: o governo, apoiado pelo PT-PCdoB, pela CUT e UNE de um lado, e a oposição burguesa de outro.
    Esta manifestação do dia 17 de agosto, convocada pela Conlutas, e que conta com a participação de um setor expressivo da esquerda do país, deve ser o ponto de partida para apresentar com clareza uma terceira força, uma alternativa dos trabalhadores perante esta crise política.

    Tanto o bloco governista como a oposição de direita estão diretamente comprometidos com a corrupção e a manutenção do neoliberalismo. Caso estejam no governo, tudo isto irá continuar apesar da crise atual. Não é possível então que, por inércia, estes dois blocos sigam representando a maioria dos trabalhadores e jovens.
    Aqui em Brasília, neste ato, está se manifestando uma terceira força, que tem de se afirmar em todo o país em novas mobilizações, para superar o ceticismo que ainda contagia parcelas importantes dos trabalhadores e da juventude.

    As organizações que estão vacilando têm que se decidir perante a gravidade deste momento. Isto inclui a esquerda petista, que ainda tem esperanças na “refundação do PT”, ou nas eleições internas deste partido. Isto é tão falso como a “nova direção petista” de Tarso Genro e Berzoini, que também foram financiados por Marcos Valério em suas eleições e também estão comprometidos com as reformas neoliberais Sindical e Universitária. Não existe possibilidade de reformar o PT. É necessário romper categoricamente com este partido, sob pena de seguir legitimando o governo Lula.

    Isto inclui também os setores que vacilam em romper com a CUT. Hoje esta central está mais atrelada que nunca ao governo Lula, com o Ministério do Trabalho, comandado por Luiz Marinho, que agora está contra o salário mínimo de 387 reais. Seguir na CUT hoje é ficar de uma forma ou de outra comprometido com a sustentação do governo Lula. Rompam com a CUT, venham construir a Conlutas!

    Existem companheiros com dúvidas sobre o PDT e o PPS. Estes partidos formam neste momento uma aliança que tem como objetivo aparecer como uma “alternativa diferente do governo e do PSDB”, como a expressão política da terceira força. Mas são parte da oposição burguesa, e apesar de estarem na oposição ao governo Lula, não merecem nossa confiança. O PDT dirige a Força Sindical (tão ou mais pelega que a CUT), está no governo do PSDB em São Paulo e em outras capitais, tem o apoio da burguesia latifundiária no Rio Grande do Sul. O PPS integrou o ministério de FHC, tem entre seus componentes Blairo Maggi (governador de Mato Grosso), maior latifundiário da soja do país, e está aliado com o PSDB e o PFL em vários estados. Uma aliança com estas forças seria a morte de uma alternativa dos trabalhadores.

    Contra o neoliberalismo e a democracia dos ricos e corruptos

    Para avançar na formação de uma terceira força, é necessário clarificar a origem desta crise, para não repetirmos os erros cometidos pelo PT.

    O plano neoliberal (com suas conseqüências de arrocho salarial e desemprego) e a democracia burguesa (corrompida pelo domínio das grandes empresas) são as bases da crise atual. A construção de uma alternativa dos trabalhadores tem que apontar para o enfrentamento com o neoliberalismo imperialista e com a democracia dos ricos e corruptos.

    Isso significa que é necessário ligar a luta contra a corrupção às mobilizações salariais do segundo semestre, como os metalúrgicos, bancários, petroleiros, assim como as mobilizações da juventude e do movimento popular. E apontar para a ruptura com o imperialismo, a Alca e o FMI e este modelo neoliberal.

    Temos que nos enfrentar com o regime democrático-burguês. A corrupção hoje denunciada é uma prática diretamente associada à este regime. As eleições são manipuladas pelas grandes empresas, que compram os partidos e seus dirigentes, garantem o apoio da TV e grandes jornais, financiam as campanhas caríssimas, e depois cobram seu apoio em contratos fraudulentos dos governos. Esta é a base do esquema de Marcos Valério, Roberto Jefferson, Delúbio e muitos outros, que ainda não vieram a tona.

    Alguém tem dúvida que isto vai continuar existindo nas próximas eleições? Alguém tem dúvidas que, ao acontecer isso, um destes dois blocos majoritários vai voltar a ganhar as eleições? A reforma política anunciada pelo governo e oposição burguesa só faz uma maquiagem no regime, para que tudo continue como antes. Pior ainda, quer ampliar o peso e o controle dos grandes partidos, os mesmos comprometidos com a corrupção atual.

    Isso tem importância, para a discussão das alternativas. Os companheiros do P-SOL, muito importantes para esta mobilização, defendem um abaixo assinado para levar ao congresso a proposta de um plebiscito para decidir se Lula fica ou não. Ou seja, enquanto nós do PSTU estamos propondo a mobilização direta das massas, com atos de rua e apontando para uma greve geral para derrubar o governo e o Congresso, os companheiros do P-SOL querem que o Congresso decida se aceita ou não um plebiscito. Pior ainda, no caso de que o Congresso aceite, e o plebiscito seja vitorioso, a saída será mais uma vez as eleições gerais. Ou seja, depois de toda esta crise, as eleições legitimariam a volta do PSDB-PFL ao governo, ou mesmo do PT. É importante ter claro que a burguesia pode estar de acordo com esta saída no caso de agravamento da crise, por lhe proporcionar a sua volta ao poder, legitimada por uma eleição.

    A crise não é só do PT ou do governo, é do regime como um todo, que inclui o Congresso, a oposição de direita. Não podemos atacar o governo e nos apoiar no Congresso ou na saída eleitoral de sempre, com a volta da oposição burguesa. É preciso construir uma nova alternativa, a partir da mobilização direta dos trabalhadores e da juventude, apontando para uma greve geral no país, rumo à construção de um governo verdadeiramente dos trabalhadores, que apoiado na mobilização (e não no parlamento), derrote a burguesia e aplique um plano econômico dos trabalhadores, apontando para o socialismo.

    Seguir com as mobilizações, construir a Conlutas,
    afirmar uma terceira força

    O ato que estamos fazendo hoje em Brasília pode marcar a história. Perante a crise do governo, do regime e das classes dominantes, uma força dos trabalhadores apresenta uma alternativa. A Conlutas, que convocou este ato (associando-se a outras forças), tem uma enorme importância para o futuro no país, perante o caráter chapa branca da CUT. A Conlute é também uma alternativa ao peleguismo oficialista da União Nacional dos Estudantes.

    Como parte da construção desta alternativa, o PSTU chama o P-SOL, assim como os setores da esquerda petista e militantes independentes, a construir uma frente de esquerda classista e socialista, para seguir as mobilizações em todo o país, e discutir um programa para avançar na luta pelo socialismo no país.

    Fora todos!
    Fora Lula, Congresso, PT, PSDB, PFL, …
    Pela construção de uma greve geral!
    Lula e o Congresso sabiam!
    Prisão e confisco dos bens de corruptos e corruptores!
    Abaixo a política econômica do governo e FMI!
    Anulação da reforma da Previdência comprada com o mensalão!
    Abaixo as reformas Sindical/Trabalhista e Universitária!
    Todo apoio às lutas dos trabalhadores por salário, emprego e terra!
    Fora as tropas brasileiras do Haiti!
    Romper com a Alca e o FMI! Não pagamento das dívidas aos banqueiros!
    Por uma reforma agrária ampla, com expropriaçãodos latifúndios, sob controle
    dos sem-terras!
    Romper com a CUT, construir a Conlutas!
    Romper com a UNE, construir a Conlute!
    Por um governo verdadeiramente dos trabalhadores, sem patrões e apoiado na mobilização de massas, para romper com o capitalismo!
    Por um Brasil socialista!

    Venha para o PSTU!
    O PSTU é um partido diferente porque acredita que somente uma revolução socialista pode mudar o país. Por isso, o centro da atuação do PSTU não são as eleições. Não existimos somente para pedir votos de eleição em eleição como fazem todos os partidos que estão no Congresso. A atuação central do PSTU é nas lutas dos trabalhadores, nas greves e mobilizações. Esse é o verdadeiro caminho da mudança.
    Filie-se ao PSTU com um militante do partido, ou acessando nosso site. Mais do que nunca, é preciso construir um partido revolucionário e socialista.

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