PSTU apresenta pré-candidatura do PSTU a trabalhadores da construção civil

Reunião contou com representante da Liga Internacional dos TrabalhadoresNo intervalo da primeira mesa da manhã, os militantes do PSTU de Fortaleza, Belém e Amapá realizaram uma plenária para apresentar a pré-candidatura de Zé Maria e o PSTU a delegados e observadores de seus estados. A atividade foi dirigida aos trabalhadores da construção civil, da confecção feminina e rodoviários.

Cleber Rabello, operário da construção civil e pré-candidato a governador do Pará, apresentou a pré-candidatura do PSTU e afirmou a necessidade de os trabalhadores usarem o espaço das eleições para apresentar propostas socialistas. “Os patrões vêm com seus candidatos, que depois vão atuar contra os trabalhadores. Não vamos eleger alguém que depois vão usar o chicote”, afirmou. Cleber apresentou o manifesto de apoio à pré-candidatura de Zé Maria, e propôs que todos assinassem.

A reunião contou ainda com a presença da companheira Flor Neves, da direção da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI), que reafirmou a necessidade da unidade e da luta na base contra os ataques da burguesia, que nesse momento cada vez mais ávidos em retirar os direitos dos trabalhadores, em especial os europeus. Para além da luta sindical, a ativista portuguesa defendeu a participação e a atuação política em partidos revolucionários. “Essa organização é essencial para enfrentar o imperialismo e afirmar uma saída socialista”, afirmou.

Flor defendeu também a busca incansável por um partido mundial revolucionário, já que a resistência é de todos os trabalhadores, sejam europeus ou latino-americanos. Ela destacou o momento especial em que estamos, com a possibilidade da unificação de setores combativos e revolucionários. “Com a crise europeia, os governos querem retirar direitos e conquistas dos trabalhadores e dos aposentados, começando pela exemplo da Grécia, Espanha e Portugal”, afirmou. Ela defendeu que a nova central mantenha o internacionalismo, que é marca da Conlutas, e destacou a importância da campanha do Haiti.

Após a fala da companheira portuguesa e dos companheiros de Fortaleza e de Macapá, foram abertas as inscrições. Muitos militantes que entraram recentemente no PSTU contaram suas experiências e a participação no partido. Os relatos foram seguindo com algumas falas emocionadas, como a de um camarada da construção civil que, com o apoio do partido, conseguiu se libertar das amarras do preconceito, e assumir sua homossexualidade no canteiro de obras.

Um companheiro rodoviário do Amapá disse ter conhecido o PSTU,foi para ele uma oportunidade única para se construir uma outra condição de trabalho e visão da realidade dos trabalhadores de sua categoria, considerando o grau de exploração que empresários tentam implementar em seu setor.

Um companheiro de Belém destacou a independência do partido. Ele ressaltou que devemos ter em nossas fileiras militantes que não estão adaptados às estruturas burocráticas dos sindicatos, e muito menos com interesses privados, como ganhos materiais. “Para ser independente de fato, não deve aceitar as formas de cooptação ou fazer qualquer aliança com a burguesia e seus aliados”, afirmou.

Na reunião, também foram apresentados a revista Correio Internacional, nova publicação da LIT-QI, e o jornal Opinião Socialista, principal veículo do PSTU.