Manifestação em São José dos Campos (SP). Foto Sindmetal

Atos em diversas partes do país reuniram ativistas do movimento negro, movimentos sociais e partidos de esquerda neste sábado, 5, para denunciar o brutal assassinato do refugiado congolês Moïse Kabagambe, espancado até a morte no último dia 24 no Rio de Janeiro.

Na capital carioca, a manifestação aconteceu próximo ao quiosque onde ocorreu o crime, e contou com a presença de refugiados e familiares de Moïse. “Ainda estávamos no luto e indignação com o que aconteceu ali naquele quiosque em que ele trabalhava, quando um trabalhador, chegando em sua casa após uma jornada de trabalho foi assassinado covardemente por um sargente da Marinha; isso evidencia a xenofobia e o racismo de todos os dias, e a xenofobia “, denunciou Cyro Garcia, presidente do PSTU-Rio, se referindo ao mais recente caso de racismo em que um trabalhador negro foi assassinado a tiros pelo próprio vizinho.

Uma coisa é como tratam os turistas da Europa ou dos EUA aqui na orla, outra bem diferente é como tratam nossos irmãos vindos do continente africano, ou do Haiti, que são tratados como cidadãos de segundo classe“, afirmou, denunciando também a precarização dos direitos trabalhistas que afeta a população mais pobre, e em maior intensidade a população negra e imigrante.

São Paulo

Na capital, a manifestação tomou a frente do Masp, na Av. Paulista e teve a participação do movimento negro, imigrantes, centrais sindicais e partidos de esquerda. João Pedro Mendonça, do PSTU e do Movimento Quilombo Raça e Classe, denunciou o racismo e o governo Bolsonaro. “Hoje estamos aqui para lembrar que mais um negro foi assassinado, dois anos atrás estávamos aqui por João Manuel, e 10 anos atrás por causa da companheira Zulmira; sabemos que esses assassinato têm as mãos de Bolsonaro, suas mãos têm sangue daqueles que trabalham e são mortos, porque ele que dá carta-branca para racistas e a extrema-direita“, afirmou.

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São José dos Campos (SP)

Na cidade do Vale do Paraíba, o protesto se concentrou na Praça do Sapo e percorreu em passeata a região do centro, denunciando o racismo e a xenofobia.

São José do Rio Preto (SP)

A manifestação ocorreu no Júpiter Olímpico e reuniu ativistas e entidades na denúncia contra o racismo e exigindo justiça por Moïse.

Belo Horizonte (MG)

Na capital mineira, a manifestação se iniciou na Praça Sete e contou com forte participação do movimento negro e de diversos ativistas. Assista abaixo a fala de Wanderson Rocha, do PSTU e da CSP-Conlutas.

Porto Alegre (RS)

Em Porto Alegre a manifestação foi convocada pela comunidade congolesa, imigrantes africanos e haitianos, além de quilombolas e ativistas do movimento negro. O protesto reuniu diversas entidades e centenas de pessoas.

São Luís (MA)

Na capital do Maranhão, o ato foi iniciativa de militantes negros do PSTU e do Centro de Cultura Negra, envolvendo na sequência outras organizações. O protesto aconteceu na Praça Deodoro, centro comercial de São Luís, reunindo cerca 100 ativistas.

Africanos de várias nacionalidades que estudam ou trabalham no Maranhão também se incorporaram ao ato e fizeram falas que emocionaram a todos os presentes. Ativistas da cultura Hip Hop também realizaram Intervenções culturais. Muitos casos de racismo ocorridos no Maranhão, governado por Flávio Dino do PSB, foram denunciados e, ao final do ato, saiu a proposição de organizar uma nova reunião entre as organizações para mapear esses casos e promover novas ações conjuntas.

Natal (RN)

Na capital potiguar, o protesto ocorreu na esquina da Av. Rio Branco com João Pessoa. Com faixas, cartazes e bandeiras, as entidades e ativistas unificaram o grito contra o racismo, a xenofobia e todas as formas de opressão.

Macapá (AP)

Com faixas, cartazes e bandeiras as entidades dos movimentos negro, estudantil, artistas, partidos de esquerda e centrais sindicais, como a CSP,-Conlutas unificaram o grito contra o racismo, a xenofobia e todas as formas de opressão que também ocorrem no Amapá.

No estado há altos índices de pobreza, desemprego, violências de todo tipo e descaso dos governos locais. Como Waldez (PDT) e Jaime (Pros) cujas políticas públicas não garantem direitos humanos ao povo que sente fome e não encontra trabalho digno. Muito menos as ações da ALAP, Camara de Vereadores e prefeitos.

Belém (PA)

Na capital do Pará, o protesto exigindo justiça para Moïse e o fim do racismo e da xenofobia aconteceu no domingo, 6, e reuniu entidades do movimento negro, movimentos sociais e partidos de esquerda.