Protesto de estudantes pára principal avenida de Santo André

Reitoria, com apoio da prefeitura petista, corta 12 salasNo dia 23 de fevereiro, numa reunião a portas fechadas, a Reitoria da Fundação Santo andré, autarquia municipal do ABC paulista, decidiu fechar 12 salas nos cursos de Matemática, Pedagogia, Geografia, Ciências Sociais e Letras, cancelou o edital do concurso para a necessária contratação de professores e, alegando uma crise financeira da instituição, afirma que as questões financeiras devem se sobrepor às questões pedagógicas. Os professores estão sendo coagidos a não se declararem quanto às decisões, sob o risco de serem demitidos.

O fechamento das salas e a transferência de cerca de 500 alunos de período aumentará a crise de superlotação que já é uma realidade da instituição. Apesar da capacidade ser de 60, o número de alunos por sala poderá passar de 100 estudantes. O nome das medidas tomadas pela Reitoria da Universidade a mando da Prefeitura do municipio é reforma Universitária.

Em repúdio às atitudes arbitrárias, os estudantes do turno da manhã têm dado o exemplo, tendo votado em assembléia a formação de um comitê permanente de lutas e manifestações de rua. No dia 26, mais de 200 estudantes pararam por uma hora e meia a principal avenida da cidade, causando um congestionamento de mais de 3 km, criando uma situação de enfrentamento com os policiais e atraindo a atenção da imprensa e da população.

Devido a essas mobilizações, os professores aprovaram em assembléia o retorno às salas de aula, que serão ocupadas pelos alunos até que a Reitoria volte atrás em suas posições.

REFORMA VEM, A UNE SOME!
Mais uma vez a UNE provou que não se colocará contra as decisões do governo e que já não fala em nosso nome, não tendo feito nenhuma aparição durante o processo de lutas. Os estudantes já têm claro que não devem esperar respaldo da entidade para suas reinvindicações e deverão discutir ainda essa semana que os comitês de luta venham fortalecer a CONLUTE.