Protesto contra corrupção reúne 1.500 no Rio de Janeiro

Protesto ocupa escadarias da Alerj
Moisés Muniz

Na quinta-feira, dia 30 de junho, um grande ato percorreu o Centro do Rio de Janeiro, no maior protesto contra a corrupção do governo Lula realizado até agora. A passeata saiu da Candelária, por volta das 14h, e percorreu as principais ruas do Centro, em direção à Assembléia Legislativa (Alerj). No caminho, servidores de diversos órgãos, como os do Ministério da Cultura, foram se juntando à manifestação, que ocupou todas as pistas da Avenida Rio Branco. No final, na Alerj, cerca de 500 policiais civis, em greve, se somaram ao protesto.

O ato foi um exemplo de unificação entre as categorias em luta e foi organizado pelas coordenações do funcionalismo público estadual e federal, pela Conlutas, além de professores, estudantes e partidos políticos, como o PSTU e o P-SOL. Esta unidade foi expressa nas diversas reivindicações específicas das categorias e no eixo da passeata: ‘Do cheque-cidadão ao mensalão, tudo é corrupção’. Segundo Perciliana Rodrigues, do SINTUPERJ, “É preciso desmascarar também Garotinho, que tenta se apresentar com uma postura ética para construir sua candidatura a presidente”. Assim, o protesto denunciou a corrupção que toma conta do governo Lula e do Congresso Nacional, com o ‘mensalão’, e a que existe no Estado do Rio de Janeiro, no governo de Rosinha, com o escândalo do programa cheque-cidadão e o da Loterj.

Denúncias das direções governistas
Ao contrário da marcha da CUT, UNE e MST, no dia seguinte, em Goiânia, a passeata no Rio teve um claro perfil de oposição ao governo e à sua política econômica, que arrocha os servidores. Do carro de som, a maioria dos discursos denunciou a defesa do governo que está sendo feita por estas entidades, que conseguem enxergar um ‘golpe das elites’ contra Lula.

Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU, saudou o ato e defendeu uma campanha classista contra a corrupção, com a preparação da marcha a Brasília, que está sendo convocada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), para o dia 17 de agosto.

A continuidade da campanha e a realização de novos atos serão discutidos em uma próxima reunião, que está marcada para esta terça-feira, dia 5 de julho.