Professores paulistas continuam em greve

Presença da PM não intimidou docentes
Kit Gaion

Paralisação se aproxima de sua terceira semanaQuase uma semana após a dura repressão da polícia de José Serra, os professores da rede estadual paulista não se intimidaram e continuam em greve. A decisão foi reafirmada em assembleia realizada na tarde desse dia 31 de março no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Bota fora do Serra
Ao mesmo tempo em que José Serra anunciava sua saída do governo para disputar as eleições presidenciais, cerca de 10 mil manifestantes, compostos principalmente por professores em greve, mas tendo participação de alunos e outros servidores estaduais, saíam em passeata pelas ruas da capital.

Antes mesmo da assembleia, os professores faziam um protesto bem-humorado, distribuindo coxinhas, em referência ao vale-refeição de apenas R$ 4 dos docentes, conhecido como “vale-coxinha”. Fantasias de vampiro denunciavam Serra, o “vampiro da Educação”.

No ato, a presença da polícia e da Tropa de Choque foi ostensiva. O carro de som da Apeoesp chegou a ser apreendido pela polícia enquanto se dirigia ao local, mas isso não impediu a realização da assembleia nem do ato público.

A grande manifestação percorreu a Av. Paulista, passando pela Consolação e terminando em frente a Secretaria da Educação. O governo paulista, agora liderado pelo vice de Serra, Alberto Goldman (PSDB), continua intransigente diante das reivindicações dos professores, negando-se a reconhecer a greve e tratando o movimento como “eleitoreiro”.

Em meio ao protesto, os manifestantes chegaram a expulsar um link ao vivo da rede Globo, aos gritos de “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo”.

A greve vem chegando a sua terceira semana. A próxima assembleia ocorre no próximo dia 8, no vão do Masp.