Professores de Belo Horizonte (MG) cruzam os braços

Professores fazem passeata em Belo Horizonte
Sind-rede/BH

Docentes da rede municipal enfrentam autoritarismo da prefeitura e da JustiçaNa capital mineira, os trabalhadores da Educação sofrem com os baixos salários e têm que enfrentar ainda a política de bônus por mérito do prefeito Márcio Lacerda (PSB), além das péssimas condições de trabalho.

Os docentes denunciam que as perdas salariais da categoria ultrapassam os 22% desde 1996. Os educadores são vítimas ainda de inúmeras doenças provocadas pela extenuante jornada de trabalho.

Os servidores do magistério municipal decidiram cruzar os braços no dia 18, mas até agora a prefeitura se recusa a negociar. No último dia 23, a categoria realizou uma grande manifestação que reuniu, segundo a própria polícia, 1.500 pessoas pelas ruas de Belo Horizonte.

Autoritarismo
Na noite desse dia 30, um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Eduardo Andrade, determinou a suspensão imediata da greve e o retorno às aulas, a partir do dia 31, quarta-feira, sob risco de multa diária de R$ 50 mil.

Os docentes, porém, continuaram parados e realizaram uma manifestação no centro da cidade na manhã de quarta. O Sind-rede/BH, sindicato da categoria filiado à Conlutas, convocou nova assembleia para o dia 5 de abril para decidir os rumos do movimento.

Os professores do magistério estadual de Minas também podem se juntar à greve, tendo indicativo para parar no próximo dia 8 de abril. Já os professores da rede particular de ensino prometem parar no dia 5.