Professores de São Paulo podem entrar em greve na sexta-feira

Estudantes e setores do funcionalismo estadual se unirão aos professores numa grande passeata após assembléiaOs professores da rede estadual de ensino de São Paulo realizam uma assembléia na próxima sexta-feira, dia 15, a partir das 13h. A atividade acontece no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

Trabalhadores da educação de todo o Estado devem se deslocar à capital para participar da assembléia. Segundo a Apeoesp, sindicato dos professores, é possível que compareçam cerca de 10 mil pessoas. A categoria está há dois anos sem reajuste e pode decidir, na sexta, por paralisar as atividades até que o governo atenda às reivindicações.

Os professores exigem, além de reajuste imediato, um piso salarial de R$ 1.672,56 – hoje de apenas R$ 668 -, com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Também está na pauta de reivindicações da categoria: melhores condições de trabalho, fim da aprovação automática dos alunos, fim da avaliação de desempenho dos professores, incorporação de gratificações aos salários com extensão aos aposentados, estabilidade no emprego para todos os professores e limite de 35 alunos por sala.

Outras categorias se unirão aos professores em ato
Após a assembléia, a partir das 14h, acontece um ato, com concentração no mesmo local. Aos professores, devem de unir outros setores do funcionalismo.

Os estudantes, funcionários e professores das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp), das Faculdades de tecnologia (Fatec) e das Escolas Técnicas do Estado (ETE) também decidiram participar do ato. Assim, deve ser uma das maiores manifestações dos últimos meses de setores que estão em luta contra os ataques do governador José Serra.

Do Masp, os manifestantes devem seguir em passeata até a Secretaria de Ensino Superior.