As principais vítimas do caos na saúde

Negros e negras
Os indicadores de saúde mostram de maneira clara que existe um corte de raça e de classe que diferencia os pobres dos ricos e os negros dos brancos. A expectativa de vida de um branco, em São Paulo, é de 66,4 anos. A mesma expectativa para um indivíduo negro é de 60,3 anos. A taxa de óbitos por tuberculose em negros é o triplo do que em brancos.

Mulheres
O SUS é utilizado por  75% da população brasileira, em sua maioria por mulheres. Frequentam os serviços de saúde para o seu próprio atendimento mas, sobretudo, acompanhando crianças e outros familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos e amigos. São também “cuidadoras”, não só das crianças ou outros membros da família, mas também de pessoas da vizinhança e da comunidade.

As trabalhadoras sofrem com a falta de especialistas, visto que grande parte das necessidades em saúde sempre requer uma especialidade como ginecologia e obstetrícia. Muitas mulheres não têm o pré-natal adequado. Quando o parto se aproxima, muitas vezes falta o transporte até a maternidade, que fica distante dos bairros periféricos das grandes cidades.

Muitas prefeituras não têm equipamentos de saúde adequados para este atendimento as mulheres que sofrem com a violência. Quando tem, são insuficientes para dar conta das necessidades da mulher vítima de abusos.

Saúde LGBT
A realidade é que os LGBTs continuam sendo alvo de discriminação e das mais diversas humilhações nas unidades de saúde. Não há preparo por parte dos profissionais para as especificidades dos LGBTs. E, para a maior parte das unidades, saúde de LGBTs se restringe a DSTs e AIDS.

Não são poucas as Organizações Sociais que são ligadas à igreja católica ou a outros setores religiosos (como a igreja adventista, por exemplo). Existem OSs, inclusive, que se recusam a colocar os cartazes e distribuir os preservativos do Programa Nacional de Combate a DSTs e AIDS. Que tipo de atendimento à saúde a comunidade LGBT pode esperar de organizações que são contra o uso de preservativos, que são contra o uso de anticoncepcionais e que pregam em suas igrejas o ódio e a homofobia?
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