Operários russos no começo do século

Assim com o panfleto anterior, este texto foi traduzido da versão em inglês, disponibilizada pelo portal “Marxist Internet Archives” (Arquivos Marxistas na Internet)*. Aqui, também, para que se compreenda melhor as discussões propostas por Lênin, apresentamos alguns elementos básicos sobre o contexto histórico em que o texto foi escrito.

“Primeiro de Maio” é versão original (a partir do manuscrito) de um artigo escrito, originalmente, em abril de 1904 (como parte dos debates com os mencheviques – vide abaixo); mas, também, transformado, com algumas alterações, em panfleto para o Dia Internacional dos Trabalhadores.

Uma resposta à exploração crescente, na esteira da industrialização da Rússia

Como mencionado no texto anterior, foi sob o governo do Czar Nicolas (ou Nicolau) II que a Rússia avançou num processo de industrialização, intimamente sintonizado com os avanços do Imperialismo. Segundo Joel Carmichael, autor de “Uma breve história da Revolução Russa”, nas primeiras décadas dos anos 1900, acelerou-se um processo que fez com que, em 1914, cerca de 40% dos trabalhadores russos empregados na indústria estivessem em fábricas com 1.000 ou mais trabalhadores (32% em 1901); 42% trabalhassem em empresas de 100 a 1.000 trabalhadores e 18% em empresas com 100 trabalhadores ou menos.

Neste período, o que caracteriza a situação da maioria da população eram níveis absurdos de exploração e opressão, acentuados pelas características autoritárias do czarismo, que ainda taxava a população com pesados impostos. No campo, onde vivia a maioria da população, a fome era predominante. Algo, contudo, que não era aceito pacificamente.

O final dos anos 1800 e início dos 1900 foram marcados por greves e rebeliões camponesas, acompanhadas por um crescente processo de organização, tanto em movimentos quanto em partidos e organizações políticas. E, em função de uma característica específica do regime – seu caráter monárquico e centralizado – foram os trabalhadores, camponeses e setores intelectuais que tomaram a dianteira na formação de partidos, processo no qual, como vimos no artigo anterior, Lênin participou ativamente.

A burguesia, por sua vez, aliada da monarquia e gozando de amplas vantagens políticas e econômicas, só constituiu um partido expressivo em 1905, o Democrático Constitucional (ou Kadets), cujo programa se limitava à defesa de reformas superficiais e ao estabelecimento de uma monarquia constitucional, que lhe desse mais poder na condução do Estado.

Em 1904, a situação já tensa foi agravada pelas desastrosas participações do Império Russo em guerras com a China e, depois, com o Japão, ao custo de algumas dezenas de milhares de vidas e aumento da exploração, em nome dos “esforços de guerra”. A crescente insatisfação e o efervescente processo de organização social e política acabariam desembocando na Revolução de 1905, que já ecoa no texto escrito por Lênin.

Prisioneiros russos no Japão

A luta pela organização, independente, da classe operária

Escrito entre o fim do exílio siberiano de Lênin e já no calor do processo revolucionário, “Primeiro de Maio”, em certa medida, sintetiza muitos dos debates e questões que viriam à tona durante 1905 e nos anos seguintes, como o desenvolvimento dos “soviets” (conselhos) como principais organismos de organização de trabalhadores, camponeses e soldados, bem como o acirramento das polêmicas e, cada vez maiores, divergências entre as alas Bolchevique e Menchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), que haviam rompido no II Congresso do partido, realizado em Bruxelas (Bélgica) e Londres (Inglaterra), de 30 de julho a 23 de agosto de 1903.

Pouco antes disto, em janeiro de 1900, Lênin e Krupskaya haviam sido liberados da prisão na gélida região da Sibéria e se refugiaram no Leste Europeu (baseados em Munique, na Alemanha), onde floresceu outro instrumento fundamental para os anos seguintes: o jornal “Iskra” (“A Faísca”).

Lançado com o objetivo unificar os grupos marxistas russos num partido coeso e centralizado, rompendo a dispersão imposta pelo fato de seus agrupamentos e “células” estarem espalhados por todo o território do país e vários países da Europa Ocidental, o “Iskra”, entre 1901 e 1905, foi o órgão oficial do POSDR.

Contudo, a partir de 1903, a publicação passou a ser controlada pelos mencheviques, e, consequemente, foi alvo de pesadas críticas por parte de Lênin e dos bolcheviques, em torno de temas que iam da análise da realidade ao programa a ser apresentado; das formas de organização e métodos de luta dos trabalhadores ao caráter e funcionamento do partido.

O partido revolucionário e a luta pela tomada do poder

Vale lembrar, no entanto, que foi no “Iskra” que Lênin publicou textos importantíssimos como “As tarefas mais urgentes do nosso movimento”, base fundamental para uma de suas principais obras, “Que fazer?” (1902), onde ele discute amplamente o papel do jornal no desenvolvimento do partido, das lutas operárias e do necessário combate ao “economicismo” que caracterizava os jovens militantes, impressionados pela imensa onda grevista do final do século 19.

O artigo foi escrito neste contexto, manifestando algumas das suas principais preocupações naquele período. Primeiro, o combate ao sistema monárquico do Czarismo, que era ainda apoiado por setores da população, principalmente no campo, denunciando que a miséria, a pobreza, os péssimos salários e condições de trabalho eram decorrentes do sistema e estavam relacionados ao estreito vínculo (e verdadeira submissão) que o Czar (Imperador) tinha com o sistema capitalista, já na sua fase Imperialista.

Segundo, sua verdadeira obsessão em se diferenciar dos “autodenominados” marxistas que defendiam que a principal tarefa dos social-democratas e, por tabela, dos trabalhadores e camponeses, era concentrar suas atividades nas questões salariais e econômicas (o “economicismo”), deixando em segundo plano (no mínimo) a luta política contra a burguesia e pela tomada do poder. Por fim, em função da própria composição da classe, também foram recorrentes as discussões levantadas por Lênin sobre o papel do campesinato no processo revolucionário e como construir sua unidade com o crescente proletariado industrial e urbano.

Vale lembrar, também, que este artigo, meses depois, foi incorporado a “Um Passo em Frente, Dois Passos para Trás: a crise no nosso partido”, um verdadeiro manifesto contra as posturas reformistas e oportunistas dos Mencheviques, que haviam se manifestado no II Congresso do POSDR.

Não por acaso, a última palavra-de-ordem do panfleto – logo após a principal reivindicação “econômica” da época: “Viva a jornada de oito horas!” – é “Viva a Social-Democracia internacional e revolucionária!”. Às vésperas da Revolução de 1905, Lênin travava um combate sem tréguas com as posições mencheviques em torno da concepção e caráter do partido, que vieram definitivamente à tona no II Congresso.

Alguns dos temas fundamentais diziam respeito à concepção de “centralismo democrático”, à construção de um partido de “quadros” (revolucionários profissionais), ideologicamente homogêneos e experientes, capazes de dirigir o partido e a classe trabalhadora e, consequentemente, disputar a consciência do proletariado e de todos os grupos que se opusessem ao czarismo. “Dêem-nos uma organização de revolucionários e nós vamos derrubar os alicerces da velha Rússia!”, sintetizou Lênin, durante os acalorados debates realizados no Congresso.

O combate ao reformismo e à “revolução por etapas”

As preocupações de Lênin, como sempre, refletiam sua aguçada análise da realidade. “Primeiro de Maio” foi escrito meses antes da explosão da Revolução, em janeiro de 1905, cujo desfecho foi, em grande medida, determinado pelo debate em curso.

No centro dele, estava a polêmica com o principal teórico do menchevismo, Plekhanov, e sua concepção de “revolução em duas etapas ou fases”. A primeira delas deveria ser uma “revolução burguesa”, que estabeleceria uma república democrática e um capitalismo pleno. A segunda, uma “revolução proletária”, que só seria possível após o amadurecimento do capitalismo no país, com a gestação de um proletariado numeroso, amplamente organizado e dotado de consciência socialista e formação cultural que lhes permitissem construir uma sociedade socialista plena.

Lênin se opunha categoricamente a esta perspectiva, acrescentando, ainda, que o proletariado era o motor da revolução e que o seu único aliado confiável era o campesinato, daí a necessidade de uma “ditadura democrática revolucionária do proletariado e do campesinato”, como formulou naquele momento. A burguesia, que ele classificava como irremediavelmente contra-revolucionária, seria, também, demasiado covarde para fazer a sua própria revolução. Este debate se estenderia até 1917.

Aqui, não cabe, discutir o processo da Revolução de 1905. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o tema, pode ler artigos como “1905: o ensaio geral para a Revolução (https://www.pstu.org.br/1905-o-ensaio-geral-para-a-revolucao/), “Reforma ou revolução: Como essa luta foi decisiva para o desenlace vitorioso da Revolução de Outubro” (https://litci.org/pt/reforma-ou-revolucao-como-essa-luta-foi-decisiva-para-o-desenlace-vitorioso-da-revolucao-de-outubro/), “O Conselho de Deputados Trabalhadores (Operários) e a Revolução” (https://litci.org/pt/o-conselho-de-deputados-trabalhadores-operarios-e-a-revolucao/), “Nos sovietes, o poder de operários, soldados e camponeses” (https://www.pstu.org.br/nos-sovietes-o-poder-de-operarios-soldados-e-camponeses/). Estes últimos dedicados ao surgimento dos “soviets”, o grande saldo da Revolução que, apesar de derrotada, foi fundamental para que, em 1917, uma história, completamente diferente e nova, fosse escrita.

As razões para a derrota são várias, contudo, uma avaliação de Lênin ecoa as preocupações que já são apresentadas em seu texto de 1904 e, principalmente, continuam válidas até hoje, particularmente diante do que estamos vendo no 1º de maio no Brasil e em torno das propostas de “unidade nacional”, visando as eleições de 2022.

“(…) Os operários e camponeses uniformizados foram a alma das insurreições. (…) O movimento abarcou a maioria dos explorados. Porém o que faltou a este movimento foi, por um lado, firmeza e resolução das massas (…) e, por outro lado, faltou a organização dos operários revolucionários social-democratas que estavam recrutados: não souberam tomar a direção nas mãos, colocar-se à frente do exército revolucionário e lançar uma ofensiva contra o poder governamental”, escreveu o revolucionário russo, em 1905, em “Jornadas Revolucionárias” (Editora História, 1980).

Primeiro de Maio (1904)

Camaradas trabalhadores! O 1º de Maio está chegando, o dia em que os trabalhadores de todos cantos do mundo celebram o seu despertar para uma vida com consciência de classe, para a solidariedade na luta contra toda a coerção e opressão do homem pelo homem, para a luta pela libertação de milhões de trabalhadores da fome, da pobreza e da humilhação. Dois mundos se confrontam, cara a cara, nesta grande luta: o mundo do Capital e o mundo do trabalho; o mundo da exploração e da escravatura e o mundo da fraternidade e da liberdade.

De um lado, está o punhado de ricos sanguessugas. Eles se apropriaram das fábricas e moinhos, das ferramentas e maquinaria, transformando milhões de acres de terra e montanhas de dinheiro em suas propriedades privadas. Eles fizeram dos governos e do exército os seus servos, fiéis cães de guarda da riqueza que acumularam.

Do outro lado, estão os milhões dos deserdados. Eles são forçados a implorar permissão aos Senhores Ricaços para trabalharem para eles. Através de seu trabalho, eles criam toda a riqueza; no entanto, durante toda a sua vida, eles têm de lutar por uma migalha de pão, mendigam por trabalho como se fosse caridade, minam as suas forças e saúde em trabalhos exaustivos, e morrem de fome nos barracos das aldeias ou nos porões e cômodos minúsculos e mal ventilados das grandes cidades.

Mas, agora, estes trabalhadores deserdados declararam guerra aos ricaços e exploradores. Os trabalhadores de todas os países estão lutando para libertar a mão-de-obra da escravatura assalariada, da pobreza e da miséria. Estão lutando por um sistema social onde a riqueza criada pelo trabalho coletivo irá beneficiar, não um punhado de homens ricos, mas todos aqueles que trabalham.

Eles querem fazer da terra e das fábricas, dos moinhos e das máquinas, a propriedade comum [coletiva] de todos os trabalhadores. Querem acabar com a divisão entre ricos e pobres, querem que os frutos do trabalho sejam colocados nas mãos dos próprios trabalhadores, e que todas as conquistas da mente humana, todos os avanços nas formas de trabalho, sejam usados para melhorar as condições daqueles que trabalham, e não servir como meios para oprimi-los.

A grande luta do trabalho contra o capital custou imensos sacrifícios aos trabalhadores de todos os países. Eles verteram rios de sangue em nome do seu direito por uma vida melhor e a uma verdadeira liberdade. Aqueles que lutam pela causa dos trabalhadores são sujeitos, pelos governos, a perseguições aterradoras. Mas, apesar de todas as perseguições, a solidariedade dos trabalhadores do mundo está crescendo e a ganhando força. Os trabalhadores estão cada vez mais unidos em partidos socialistas, e os apoiadores desses partidos estão aumentando na escala de milhões e estão avançando de forma constante, passo a passo, em direção à vitória completa sobre a classe dos exploradores capitalistas.

O proletariado russo também despertou para uma nova vida. Também ele se juntou a esta grande luta. Já se foram dias em que o nosso trabalhador deixava-se escravizar, submisso, não vendo nenhuma forma para romper com as amarras que o prendiam, nenhum vislumbre de luz na sua vida amarga.

O socialismo mostrou-lhe a saída, e milhares e milhares de lutadores estão marchando unidos sob a bandeira vermelha, que lhes serve como a uma estrela guia. As greves mostraram aos trabalhadores o poder da unidade, os ensinaram a darem a resposta na luta, mostraram para o capital o quão temível pode ser a classe trabalhadora organizada.

Os trabalhadores viram que é do seu trabalho que os capitalistas e o governo vivem e engordam. Os trabalhadores foram incendiados pelo espírito da luta unificada, pela aspiração à liberdade e ao socialismo. Os trabalhadores passaram a entender que tipo de força sombria e maligna é a autocracia czarista. Os trabalhadores precisam de liberdade para lutar, mas o governo czarista amarra suas mãos e pés. Os trabalhadores precisam de liberdade de reunião, liberdade de organização, liberdade para publicar jornais e livros, mas o governo czarista esmaga, com chicotes, prisões e baionetas, todos os esforços em prol da liberdade.

O grito “Abaixo a autocracia!” tem varrido toda a Rússia, tem soado cada vez mais nas ruas, em grandes assembleias de massa dos trabalhadores. No verão passado, dezenas de milhares de trabalhadores de todo o Sul da Rússia levantaram-se para lutar por uma vida melhor, para se libertarem da tirania policial. A burguesia e o governo tremeram com a visão do formidável exército de trabalhadores, que, de uma só vez, paralisou toda a vida industrial das grandes cidades. Dezenas de combatentes pela causa dos trabalhadores tombaram sob as balas das tropas que o czarismo enviou contra o inimigo interno.

Mas não há força que possa vencer este inimigo interno, pois as classes dirigentes e o governo só podem viver com o trabalho feito por ele. Não há força na terra que possa quebrar os milhões de trabalhadores, que estão, cada vez mais, ganhando consciência de classe, cada vez mais unidos e organizados. Cada derrota que os trabalhadores enfrentam traz novos combatentes para as suas fileiras, desperta massas mais vastas para uma nova vida e as faz se prepararem para novas lutas.

E os acontecimentos que estão ocorrendo, agora, na Rússia são de tamanha proporção que este despertar das massas operárias está destinado a ser ainda mais rápido e generalizado, e temos de forçar todos os nossos nervos para unir as fileiras do proletariado e prepará-lo para uma luta ainda mais determinada.

A guerra está fazendo com que mesmo os setores mais atrasados do proletariado se interessem pelos assuntos e problemas políticos. A guerra está mostrando, de forma cada vez mais clara e vívida, a total podridão da ordem autocrática, o caráter totalmente criminoso da polícia e da gangue instalada na corte [na monarquia] que governa a Rússia.

O nosso povo está morrendo, em suas casas, na miséria e de fome – e, ainda assim, foi arrastado para uma guerra desastrosa e sem sentido, por territórios estrangeiros, que se encontram a quilômetros de distância, e são habitados por raças estrangeiras. O nosso povo está naufragado na escravidão política – e, ainda assim, foi arrastado para uma guerra pela escravidão de outros povos. O nosso povo exige uma mudança, aqui, em casa, da ordem política – mas, procura-se desviar a sua atenção através do trovejar dos disparos de armas no outro extremo do mundo.

Mas, o governo czarista foi longe demais em sua aposta, no seu escárnio criminoso da riqueza e da juventude da nação, enviada para morrer nas margens do Pacífico. Cada guerra coloca uma nova tensão sobre o povo, e a difícil guerra contra o Japão, culto e livre, é uma tensão assustadora sobre a Rússia. E esta tensão surge num momento em que a estrutura do despotismo policial já começou a vacilar sob os golpes do proletariado que desperta.

A guerra está revelando todos os pontos fracos do governo, a guerra está desmascarando todos os falsos disfarces, a guerra está revelando toda a podridão interior [do sistema]; a guerra está tornando óbvia, para todos, a prepotência da autocracia czarista e está mostrando a todos a agonia mortal da velha Rússia; a Rússia sem direitos, ignorante e atrasada, a Rússia que se mantem em servil dependência de um governo policialesco.

A velha Rússia está morrendo. Uma Rússia livre está chegando, para ocupar o seu lugar. As forças sombrias que guardavam a autocracia czarista estão naufragando. Mas, só o proletariado com consciência de classe e organizado pode desferir o golpe fatal. Apenas o proletariado, com consciência de classe e organizado, pode conquistar a verdadeira liberdade, e não a fictícia, para o povo. Só o proletariado com consciência de classe e organizado pode impedir qualquer tentativa de que se engane o povo, de que seus direitos sejam cerceados, de que [o povo] seja transformado num mero instrumento nas mãos da burguesia.

Camaradas trabalhadores! Que nos preparemos, então, com energia redobrada, para a batalha decisiva que se avizinha! Que as fileiras dos proletários social-democratas se cerrem cada vez mais! Deixem que a sua palavra se espalhe para cada vez mais longe! Que a campanha pelas reivindicações dos trabalhadores seja levada a cabo, de forma cada vez mais corajosa! Que a celebração do 1º de Maio ganhe milhares de novos combatentes para a nossa causa e engrandeça as nossas forças, na grande luta pela liberdade de todo o povo, pela libertação de todos os trabalhadores do jugo do capital!

Viva a jornada de oito horas!

Viva a social-democracia revolucionária e internacional!

Abaixo a autocracia criminosa e saqueadora dos czares!

* Tradução de Wilson Honório da Silva: “Lenin’s May Day Leaflet” (1896) – https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1896/apr/19.htm —  e “May Day” (1904) — https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1904/apr/30a.htm. Nota do tradutor: para facilitar a leitura, os parágrafos foram “quebrados” de forma distinta do texto original, já que, como era o estilo da época, estes eram bastante longos.