Prefeitura petista ataca greve de Alagoinhas

Sindicato da Conlutas denuncia recusa de negociações e contratações de fura-grevesOs servidores de Alagoinhas (BA), município onde o PT governa há duas gestões, entraram em greve no dia 13 de janeiro, pela regulamentação de artigos da Lei que define direitos trabalhistas. Após meses de negociações e diante da suspensão do calendário de reuniões pelo governo, os trabalhadores decidiram em assembléia pela paralisação das atividades.

A greve começou com força, contando com a adesão total do setor de vigilância pública, que está sendo vítima de perseguição por parte do governo. A prefeitura contratou uma empresa de vigilância que, sem registro nem contratação regular de trabalhadores, faz “segurança“ em bairros da cidade. Funcionários da empresa estão substituindo os grevistas, ferindo o princípio de que não pode haver contratação com trabalhadores em greve.

Segundo o sindicato dos servidores (SINPA), os ataques não se resumem a este setor. Policiais disfarçados foram identificados acompanhando os protestos e reuniões, ameaças de corte de ponto foram feitas para tentar intimidar o movimento e funcionários com cargos de confiança, que ganham até R$ 5 mil, estão indo até os locais de trabalho divulgar mentiras contra o sindicato.

Nas tentativas de derrotar a greve, a prefeitura do PT conta com o apoio de militantes do PCdoB, que integram a direção da APLB-sindicato. Sem realizar assembléia com os professores, estes anunciaram que aceitaram a proposta do governo de abono salarial de no máximo R$ 300. O governo lançou nota aos servidores informando este fato, tentando induzi-los a acreditar que o salário de R$ 1.120 proposto pelo SINPA é impossível de ser pago. O que é mentira, pois a prefeitura de Alagoinhas sequer gasta o limite prudencial de 51.3%, definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para o pagamento de pessoal.

Prefeitura exige o fim da greve
Após interferência de vereadores, os grevistas foram recebidos pela administração municipal, que entregou um ofício reafirmando as calúnias contra o sindicato e exigindo o fim do movimento para que a negociação aconteça, no dia 24 de janeiro.

Os servidores de Alagoinhas solicitam toda a solidariedade possível e a divulgação destes fatos para os ativistas do país. Eles também fazem um pedido, em especial aos ativistas da Conlutas, para que sejam enviadas moções de repúdio contra a repressão do governo do PT e do PCdoB em Alagoinhas.
As moções devem ser enviadas para os seguintes endereços eletrônicos: [email protected] com cópia para [email protected]