O 1° turno terminou. Apresentamos uma alternativa de independência de classe, socialista e revolucionária para a classe trabalhadora e a juventude do país e para o nosso estado. Nós queremos agradecer todos os votos que tivemos com Vera e Raquel nacionalmente e aqui em PE com Claudia e Mariano ao governo, Dayse para senadora e todos e todas candidaturas proporcionais. São votos que fortalecem a luta por uma sociedade socialista.

No 2° turno em Pernambuco, a disputa está entre Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB). Apesar de ser duas mulheres, ambas são representantes das elites dominantes de PE, das famílias que controlam a economia e a política a serviço da burguesia e dos ricos.

Raquel Lyra, que teve um crescimento na reta final do 1° turno, passou para o 2° turno. A sua chapa é formada junto com Priscila Krause, também do PSDB. Ela foi prefeita de Caruaru e, diferente da sua propaganda, a vida da população caruaruense não melhorou. Os professores de Caruaru vivem um trabalho precário através de contratos e sem concurso público. Além disso, Raquel garantiu para os empresários do transporte aumento das tarifas de ônibus, tornando uma das mais caras do estado e do país.

Raquel Lyra é representante de uma família de políticos do interior do estado e ligado aos grandes empresários. Seu pai, João Lyra, foi vice-governador na gestão de Eduardo Campos e garantiu que a empresa de ônibus intermunicipal onde Raquel é sócia tenha privilégios e lucros ao se transformar num monopólio onde quem quer ir ao interior é obrigada a usar.

Raquel e Priscila usaram durante toda campanha a questão de ser uma chapa 100% feminina e que iria resolver os problemas como diferenças salarias, falta de creches, o feminicídio, assédios que afetam as mulheres em PE. Mas essa promessa não é possível de ser realizada ao mesmo tempo em que se defendem as privatizações dos serviços públicos ou as reformas trabalhista e previdenciária como ambas defendem. A vice de Raquel Lyra, Priscila Krause, é filha de Gustavo Krause, que foi prefeito biônico de Recife durante a Ditadura Militar e ministro no Governo FHC. Não tem como essa chapa com essa composição e programa fazer qualquer medida que acabe com os problemas que afetam as mulheres pobres e trabalhadoras do Estado.

Marília Arraes não é alternativa porque o seu programa e suas alianças não irão resolver nenhum dos problemas mais sentidos pela população pobre e trabalhadora de PE. Ela saiu do PT pra se juntar com parte da direita do estado. Seu candidato ao Senado, André de Paula, tem uma ficha corrida de ataques aos trabalhadores: votou na reformas trabalhista, da previdência e no teto dos gastos. Seu vice, Sebastião Oliveira, é sobrinho de Inocêncio Oliveira, representante de uma parte da elite pernambucana que apoio a Ditadura Militar. Com aliados como esses não há possibilidade de melhorar em nada a vida da população.

Apesar de ser oposição aos governos do PSB, Marília tem o mesmo projeto para governar o estado. Assim como o PSB, ela defende que é possível um governo de todos, de conciliação de classes onde os interesses dos trabalhadores e pobres possam ser atendidos sem atacar os grandes bilionários. Depois de quatro mandatos de PSB/PT/PCdoB, a realidade é que essa forma de governar, que Marília também defende, não resolveu nenhum dos problemas, ao contrário, teve como resultado o aumento da fome, desemprego, o sucateamento da saúde e educação, a falta de moradia e saneamento básico em PE.

Não devemos depositar confiança nem em Marília Arraes e Raquel Lyra, e sim fazer avançar a luta e a organização independente da classe trabalhadora para, por meio da mobilização, exigir emprego, salário, terra, moradia e direitos. É por isso que chamamos o Voto Nulo para o 2° turno em PE e seremos oposição a qualquer um das duas que ganharem. Seremos uma oposição para construir uma alternativa de classe, socialista e revolucionária.