Petroleiros iniciam greve: veja o quadro nacional da paralisação

Petroleiros parados em Sergipe
Roberto Aguiar

Os Sindicatos que formam a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) iniciaram, nesta quinta-feira, 15, greve nacional em resposta à proposta ridícula apresentada pela Petrobras. A empresa propôs 4,36% (IPCA) de reajuste da inflação e 0% de ganho real.

A proposta foi reprovada pelos petroleiros em assembleias de base, que também marcaram a greve nacional para o dia 15. A FNP buscou construir a unidade com a FUP/CUT.

Segundo Stoessel Toeta, diretor do Sindipetro-AL/SE, foi encaminhada uma carta à FUP e dois representantes da FNP foram ao Conselho Deliberativo da federação, que ocorreu em Brasília no dia 5, apresentar a proposta de um calendário unificado de mobilização e da construção de uma mesa única de negociação. Porém a FUP não quer realizar atividade unificada. Mais uma vez, defende os interesses do governo e abandona a luta dos trabalhadores.

“Para a FUP, uma greve antes da votação do marco regulatório pode atrapalhar a votação do projeto, isso na verdade, significa enterrar a nossa campanha salarial. O momento de avançar nas conquistas é justamente agora, no auge do debate do pré-sal que foi descoberto por nós trabalhadores”, disse Toeta.

Os sindicatos da FNP em greve continuam exigindo que a FUP mude de postura e venha para a luta de maneira unificada.

Unidades paralisadas em Sergipe e Alagoas
Nas assembleias realizadas em Sergipe e Alagoas, foi votado por esmagadora maioria a rejeição da proposta da Petrobras e a aprovação do indicativo de greve apresentado pela FNP. A insatisfação com a proposta rebaixada da empresa é muito grande, assim como o ânimo para a construção da greve.

As assembleias tiveram uma boa participação dos trabalhadores. A construção da paralisação vem sendo feita pela base nos locais de trabalho.

Para Fernando Borges, diretor do Sindipetro-AL/SE, o esforço realizado pelo sindicato em realizar assembleias em todas as unidades e turnos foi muito importante.

QUADRO NACIONAL DA GREVE

Litoral Paulista: Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), 100% da operação e 70% do administrativo estão em greve. No Terminal Alemoa, 100% dos trabalhadores da operação, administrativo e terceirizados estão paralisados. No Terminal de São Sebastião, 100% da operação e 85% do administrativo estão em greve.

Rio de Janeiro: foi realizado atos com assembleia no Edise e no Cenpes. Às 12h acontece ato no bandejão do Cenpes. TABG paralisado.

Sede da Petrobras SE: adesão de 70%

Carmópolis (SE): a empresa tentou modificar o trajeto dos ônibus. O sindicato conseguiu impedir, os trabalhadores foram caminhando até o portão principal do acampamento. Trabalhadores das empresas terceirizadas também paralisaram suas atividades, apesar do assédio aos trabalhadores da BSB. 70% de adesão a greve.

FAFEN SE: adesão de 100% no turno e 70% administrativo

Tecarmo AL: adesão de 70% da categoria

Furado AL: realizaram atraso de uma hora com avaliação hoje à noite para debater o dia de amanhã

Pilar AL: realizaram atraso de duas horas com avaliação hoje à noite para debater o dia de amanhã

Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá: Na Transpetro São Luis, 90% em greve. Na Transpetro Pará, 70% em greve. No Administrativo Belém, 70%. No Administrativo Manaus, 60% em greve. Urucu está ocorrendo greve, o Sindicato estará enviando informes atualizados

São José dos Campos (SP): atraso de uma hora

Rio Grande do Sul: atraso de uma hora