Greve forte na Caixa expõe governo: é preciso denunciar Dilma e Lula para que negociem

Depois de 22 dias de greve, a Caixa continua se escondendo na mesa única da Fenaban, pressiona os gerentes para votar o fim do movimento e não avança negociaçõesNesta semana, o governo repassou mais R$ 6 bilhões para a CEF para investimento no PAC e no projeto “Minha casa, Minha vida”. Um ótimo negócio para as empreiteiras, mas um caos para as agências lotadas sem estrutura e contratações de mais bancários.

O Banco do Brasil anunciou a contratação de mais 10 mil funcionários, e a Caixa, que acabou com a terceirização da retaguarda, diz querer contratar apenas 3 mil.

A força da greve fez a empresa recuar e oferecer uma nova proposta de PLR, mas bem abaixo do aceitável. Não avançou na reposição das perdas, na isonomia de direitos como a licença-prêmio e ATS entre os mais novos e quer acompanhar a Fenaban na compensação das horas da greve, punindo os que lutam contra a intransigência do governo.

O setor que, mesmo com a crise, foi disparado o que mais lucrou na economia e que paga a folha de pagamento somente com 60% das tarifas, tem condições de repor as reais perdas dos bancários e atender as reivindicações específicas como o PCF. Também há que negociar dispositivos que estabeleça o fim das metas, o assédio moral para melhorar as condições de saúde e trabalho.

A mesa única da Fenaban não pode ser o parâmetro rebaixado, pois devemos exigir que Lula, o patrão do setor público, atenda as reivindicações específicas dos empregados.

  • Pelo atendimento das reivindicações específicas: PCF já, isonomia como licença-prêmio e ATS, índice de reposição das perdas
  • Contratação de mais bancários
  • Não-compensação dos dias da greve. Nenhuma punição!

    Greve é forte em todo o país: veja o quadro
    Além da Caixa, a greve segue no BNB, BASA e Banese.

    Belo Horizonte: CEF em greve
    Bauru (SP): CEF em greve
    Brasília: CEF em greve
    Campinas: CEF em greve
    Campo Grande (MS): CEF em greve
    Curitiba: CEF em greve
    Florianópolis: CEF em greve
    Porto Alegre: CEF em greve
    Rio de Janeiro: CEF em greve
    São Paulo: CEF em greve

    Estados
    Acre: CEF e Banco da Amazônia em greve
    Alagoas: CEF e BNB em greve
    Bahia: CEF e BNB em greve
    Ceará: CEF e BNB em greve
    Espírito Santo: CEF e BNB em greve
    Maranhão: CEF, BNB e BASA em greve
    Mato Grosso: CEF e Banco da Amazônia em greve
    Pará: CEF e Banco da Amazônia em greve
    Paraíba: CEF e BNB em greve
    Pernambuco: CEF e BNB em greve
    Piauí: CEF e BNB em greve
    Rio Grande do Norte: CEF e BNB em greve
    Rondônia: CEF e Banco da Amazônia em greve
    Roraima: CEF e Banco da Amazônia em greve
    Sergipe: CEF, BNB e Banese em greve