Petroleiros exigem que Lula barre ataques da direção da Petrobras

Empresa quer cortar um direito fundamental, é o pagamento das horas-extrasNesta quarta, dia 4 de fevereiro, os petroleiros em greve desde domingo na refinaria Replan, em Paulínia (SP), aprovaram a exigência de que o governo Lula interceda junto a Petrobras para que esta desista de atacar os direitos dos trabalhadores. A assembléia aprovou o pedido, que será encaminhado ao presidente através de um abaixo-assinado. As assinaturas estão sendo recolhidas em todas as assembléias, inclusive na dos terceirizados, que reuniu mais de seis mil trabalhadores.

A Petrobras é uma das empresas mais lucrativas do país e quer cortar um direito fundamental, que é o pagamento das horas extras nos feriados. A empresa quer retirar esse direito de todos os operadores de turno que entraram no sistema a partir de 1999. A Replan, em Paulínia (SP), na região de Campinas, é o único local onde este direito ainda é mantido, com muita luta.

A Petrobras está intransigente e não quer negociar. Por isso, várias bases estão votando atrasos na entrada, em solidariedade, e existe a possibilidade de a greve se estender.

Governo
O governo Lula tem ignorado os apelos dos trabalhadores da Petrobras. Apesar da grande campanha “O Petróleo é nosso”, o governo, a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) mantiveram a 9ª Rodada de Licitações de áreas para exploração de petróleo e gás, em dezembro de 2008. O leilão entregou diversos poços de petróleo e gás, para empresas explorarem. Nas ruas, os protestos de petroleiros foram reprimidos duramente. Sindicalistas foram presos e 50 ficaram feridos, sendo que ao menos um deles gravemente.

Em meio a crise, o governo também não tem escolhido o lado dos trabalhadores. Nesta quarta-feira, após diversas tentativas, o governo recebeu uma comissão, representando os 4.200 demitidos da Embraer. O presidente, que soube das demissões com antecedência, limitou-se a afirmar que irá telefonar ao presidente da empresa e pedir a abertura de negociações.

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