Pela reestatização da Vale, sob controle dos trabalhadores

A Vale é uma empresa altamente rentável. Transformou-se em uma das maiores transnacionais. Isso só foi possível pela exploração da classe trabalhadora e do país (veja ao lado).

Em 1998, a estatal foi vendida a preço de banana aos investidores internacionais por 3,38 bilhões de dólares. Mas o valor real da empresa superava 100 bilhões de dólares, se contasse o conjunto das empresas e reservas minerais, que foram subestimadas. Somente em 2003, a Vale apresentou um lucro líquido de R$ 4,509 bilhões, recuperando em um único ano o valor da compra da empresa na privatização.

Desde que foi privatizada, a Vale lucrou R$ 73 bilhões. Este valor, se fosse usado para a população, ao invés de enriquecer um punhado de acionistas, poderia assentar todas as cinco milhões de famílias sem-terra no Brasil, ao custo unitário de R$ 6.200. Esse programa custaria no total R$ 31 bilhões, ou seja, ainda sobrariam R$ 42 bilhões para realizar um plano de reforma agrária, com crédito, infra-estrutura, escolas, hospitais e estradas.

Agentes da recolonização
A privatização da Vale culminou um processo de recolonização do Brasil. Ao mesmo tempo, demonstrou que a burguesia brasileira é incapaz de defender a independência. Ela já se rendeu às grandes empresas transnacionais, que controlam toda a economia brasileira.

A crise econômica vai demonstrar o verdadeiro papel da Vale, da burguesia brasileira e do governo Lula, de subordinação ao imperialismo, e recoloca a luta pela reestatização da empresa em um novo patamar.

Roger Agnelli (gerente e síndico dos interesses dos acionistas norte-americanos), além de presidente da Vale, é amigo de Lula. Participa do Conselho de Administração da Petrobras e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ligado à Presidência da República.

Somente os trabalhadores têm capacidade de lutar pela soberania do Brasil. A revolução brasileira já tem a reestatização da Vale como uma de suas principais tarefas, para colocá-la sob controle do Estado brasileiro e das organizações da classe trabalhadora.

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