Parar o país… e discutir uma nova estratégia

    As passeatas de massas comoveram o país em junho. Parar o país, essa é a tarefa no dia 11 de julho. A CSP-Conlutas, Força Sindical e outras centrais convocaram o 11 de julho como um dia de paralisações, greves e manifestações. Mas o que está no horizonte é uma greve geral. 
    Caso isso se realize, um novo salto terá sido dado nas mobilizações no Brasil. Das passeatas de junho a uma greve geral em julho. Uma gigantesca mobilização da juventude nas ruas é seguida pela entrada em cena da classe operária e dos trabalhadores. 
    Existem dezenas de milhares de ativistas à frente das mobilizações de rua.  Outras dezenas de milhares à frente das greves. É hora de discutir os passos adiante. O que fazer? Uma primeira discussão é estratégica: para onde vamos? Com quem vamos? 
     
    Manter o capitalismo? Ou a revolução socialista?
    A primeira resposta é retomar a estratégia da revolução socialista. O que antes parecia utópico, hoje deixa de sê-lo. As únicas respostas reais nesse momento são manter o capitalismo em crise ou acabar com ele por meio de uma revolução socialista. 
    Não existe nenhum “capitalismo solidário”, isso é mais uma utopia reacionária. Não existem soluções para micro-regiões, do tipo “cooperativas auto-organizadas”. No fim das contas, prevalece a dominação capitalista com tudo o que significa de miséria e violência. 
    O que há de novo é a retomada da estratégia da revolução socialista no pensamento dos ativistas que surgem das ruas e das greves. 
     
    Novos organismos…  
    Uma segunda resposta necessária é com que direção. Está claro que o PT e PCdoB são partidos responsáveis por tudo o que está sendo repudiado nas ruas. São partes dos governos, dos conchavos no Congresso Nacional, de tudo o que está aí. Também está claro que a CUT e a UNE são governistas e também responsáveis pela situação atual.
    Não basta negar o PT, PCdoB, CUT e UNE. É necessário construir novas direções e novos organismos. 
    Uma primeira resposta é agrupar os milhares de ativistas de cada cidade em organismos amplos que discutam o que fazer, e preparem os próximos passos. 
    Exemplos nesse sentido são a Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte e o Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens, no Rio de Janeiro. Milhares de ativistas se reunindo de forma democrática para debater cada passo. A Assembléia Popular de Belo Horizonte convocava e dirigiu as grandes passeatas da cidade. E, agora, acaba de protagonizar a ocupação da Câmara de Vereadores que conquistou uma vitória, com mais uma redução do preço das passagens na cidade.
    Esses novos organismos podem ser parte importante da resposta em todo o país. Por isso, é importante construí-los em todas as cidades. Buscar dar um funcionamento democrático e não aparatista, ouvindo a todos e decidindo democraticamente.  
     
    … e novas direções
    Mas isso não basta. Os novos organismos não suprem a necessidade de organizar os sindicatos para estabelecer relação com as bases das categorias. Por esse motivo é muito importante integrar nesses organismos os sindicatos que estão à frente das greves. E integrar também as representações das centrais sindicais que continuarem apostando na continuidade das lutas como a CSP-Conlutas. 
    A CSP-Conlutas é a central que está na oposição aberta contra o governo Dilma, assim como contra os governos estaduais e municipais do PT e PSDB. Por isso, é uma alternativa à CUT e a todas as centrais governistas. 
    A organização da juventude também conta com a Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL), que dirigiu, no ano passado, uma greve nacional da juventude universitária contra o governo. A ANEL esteve nas passeatas de junho desde seu início. 
    Perante a falência completa da UNE governista, a ANEL surge como alternativa para a juventude. Representantes da ANEL estão presentes na Assembléia Popular Horizontal de Belo Horizonte, assim como no Fórum de Lutas do Rio e em todos os novos organismos que se criam país afora. 
     
    E qual é a alternativa 
    ao PT e PCdoB?
    O PT e PCdoB faliram como alternativas para os que querem lutar contra o governo. Esses partidos são parte do governo. Quais são as alternativas? 
    O PSOL é um partido reformista de oposição. Sua direção concordou com o plebiscito de Dilma, virando as costas para as mobilizações de rua. A prefeitura dirigida pelo PSOL em Macapá fez exatamente as mesmas coisas que as prefeituras do PT. Foi obrigada a recuar do aumento das passagens pela força das mobilizações de rua. 
    Os grupos anarquistas estão presentes nas mobilizações. Muitos ativistas de primeira têm no início simpatia por posições anarquistas. A visão anarquista, que nega a necessidade de partidos e de organizações em geral, termina favorecendo os mesmos partidos e organizações de sempre que seguirão dominando. O anarquismo não tem uma estratégia para a revolução socialista. Aposta no espontaneísmo das massas que se choca com a dureza da contra revolução do Estado burguês. 
    O PSTU é um partido socialista revolucionário. Estivemos presentes desde o início das passeatas de ruas e defendemos nossas bandeiras contra grupos fascistas que tentaram baixá-las. O PSTU está na organização das greves e dos sindicatos. Os militantes ajudam a construir esses novos organismos de Belo Horizonte, do Rio e de todo o país. 
    O PSTU é parte da nova direção que está surgindo dessas passeatas e greves. Ajude a construir o PSTU. Venha para o nosso partido! 

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