Foto: Prefeitura Municipal de Maringá / Divulgação

PSTU – Maringá (PR)

A passagem de ônibus de Maringá diminuiu de R$ 5 para R$ 4 nesta segunda-feira (14). A princípio, uma boa notícia. Ainda mais nesse momento em que o preço de tudo sobe. Mas já parou pra pensar como isso foi feito e que não resolve nossos principais problemas?

No projeto de lei aprovado, enviado para a Câmara de Vereadores no início de fevereiro, a Prefeitura assume integralmente o pagamento das passagens de alguns grupos de pessoas que ainda não eram subsidiadas. Se somarmos com os R$ 5 milhões destinados atualmente para o Passe do Estudante, a Prefeitura de Maringá irá mandar todo ano para os bolsos da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) aproximadamente R$ 30 milhões por ano. Isso sem falar dos lucros que essa empresa acumula anualmente com um contrato de concessão que pode durar 40 anos. Como esse dinheiro sairá dos cofres do município, somos nós trabalhadores maringaenses quem vamos dar esse dinheiro nas mãos dessa empresa sanguessuga que só pensa em seus lucros.

A Prefeitura alega que nenhum setor será afetado, pois esse dinheiro virá de uma fonte livre dos recursos da cidade. O que ela não diz é que estes recursos poderiam ser utilizados para melhorias no atendimento à população. Como na saúde, por exemplo, principalmente neste momento de aumento de casos de covid. Basta ir nos postinhos e nas UPAs para ver a dificuldade em realizar os testes para confirmação da doença e a sobrecarga que os trabalhadores destes locais estão sofrendo pela falta de contratação de novos profissionais.

Ao invés de buscar uma política pública consequente de combate ao vírus, o prefeito Ulisses Maia apresenta apenas uma medida populista em um ano eleitoral. Simplesmente destina dinheiro à empresa e não exige um melhor atendimento à população. É evidente a falta de qualidade no serviço prestado. Faltam linhas e horários e os ônibus vivem lotados, fato que leva a maior aglomeração e possibilita a disseminação do coronavírus.

Isso ocorre porque nesse sistema baseado na exploração, o capitalismo, não é a qualidade no atendimento da população que vale, mas sim o lucro das grandes empresas. Para inverter essa lógica perversa, e termos um transporte coletivo que realmente atenda as necessidades de nossa classe, este serviço deve estar sob o controle das trabalhadoras e trabalhadores.

Nós do PSTU não somos contrários, de maneira alguma, à redução no preço das tarifas. Defendemos inclusive que essa redução seja rumo à tarifa zero. Mas, para que isso ocorra de verdade, é necessário romper de vez o contrato com essa empresa parasita que só pensa em seus lucros e que a Prefeitura assuma, através da criação de uma empresa estatal, este serviço na cidade e o coloque sob gestão dos trabalhadores.

Por isso, convidamos você para conhecer o PSTU e se organizar conosco, para construirmos a real mudança em nossa realidade.

– Abaixo a máfia da TCCC que explora os funcionários e a população, já!
– Por um transporte de qualidade sob controle dos trabalhadores, com estatização e tarifa zero!