Para se manter ao lado dos trabalhadores, parlamentares terão de votar contra o governo

Heloísa Helena não compareceu ao Senado para votar a favor ou contra Meirelles e Sarney. Mas nas votações da reforma da previdência e da autonomia do BC, a ausência – que tem o significado de abstenção – é inadmissível. Não se pode fugir ou lavar as mãos em questões decisivas como estas. É necessário votar contra o governo.
Mais ainda: porque Heloísa Helena, Babá e Lindberg não se integram à campanha pelo plebiscito oficial sobre a Alca e exigem de Lula, direto da tribuna do Parlamento, sua realização imediata?
Ao votarem contra o governo, esses parlamentares estarão juntos com todos os setores da classe que votaram em Lula e já começam a entrar em choque com suas primeiras medidas. Mas, dirão alguns, eles podem ser expulsos do PT, e este não seria o momento de romper.
Na vida política, existem os problemas táticos e os de princípios. Não existe nenhuma consideração tática que justifique uma votação contrária aos trabalhadores, ou uma abstenção. Se a esquerda petista ceder nisso, cederá em tudo. Se vale tudo para ficar no PT, é porque no fundo a lógica é a mesma da direção do PT: vale tudo para se eleger.
É a hora de romper com o governo Lula. É hora de romper com o PT. Nós somos e seremos solidários à batalha destes companheiros da esquerda petista. Caso eles rompam com o governo e com o PT, sabem que estaremos dispostos a discutir um projeto comum. Com a palavra, Heloisa Helena, Babá e Lindberg…
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