Emanuel Oliveira da Silva, de São Bernardo do Campo (SP)

Os operários da General Motors de São Caetano do Sul, região do ABC Paulista, completaram 13 dias em greve contra a intransigência da empresa em querer retirar direitos, mexer na cláusula 42 (estabilidade dos lesionados) e não conceder aumento real e Vale-alimentação (VA).

A direção do sindicato disse que a empresa quer uma trégua, mas os operários disseram “não” e por, quase unanimidade, votaram pela manutenção da greve.

Já no início da assembleia os trabalhadores se organizaram à revelia do sindicato e fizeram faixas como os dizeres: aumento real, vale alimentação, estabilidade para os trabalhadores acidentados, entre outras.

Como era de se esperar, os seguranças da empresa quiseram tirar as faixas das mãos dos operários, que não as entregaram e as abriram, mantendo-as abertas até o final da assembleia.

Houve um princípio de tumulto no começo da fala do presidente do sindicato, Cidão da Força Sindical, que afirmou que as faixas não seriam necessárias. Os operários se indignaram e retrucaram: “É um direito nosso abrir as faixas”.

Em sua fala, Cidão colocou que, até o momento, as liminares foram indeferidas. Isso era importante, mas os trabalhadores tinham que entender que isso não era o julgamento. Disse ainda que a juíza fez alguns encaminhamentos que a empresa já adotou como: a indexação do INPC de 10,42%, e o retorno de 6/6 para o aumento na grade dos mais novos, além da manutenção das cláusulas sociais. Houve negociação dos dias parados, mas sobre aumento real e vale-alimentação, a empresa se mantém intransigente. A empresa, sinalizou, porém que poderia conceder VA aos trabalhadores caso eles aceitassem as mudanças de redação na cláusula 42. Aí, os operários começaram a vaiar a proposta da empresa.

É muito nítida a desconfiança dos trabalhadores em relação à empresa quando ela quer fazer uma nova redação na cláusula 42 do acidentado.

Nessa greve, os operários estão demostrando uma unidade que há muito não se via. A greve é muito forte e a proposta de continuidade foi aceita por unanimidade mesmo depois de 13 dias.

Após o julgamento do dissídio nesta quarta-feira, a assembleia desta quinta será decisiva para a luta dos trabalhadores da GM.

Todo apoio à luta dos trabalhadores da GM!