Ocupação bota em xeque reitoria e governo

Programa eleitoral do PSTU convoca população a apoiar luta em defesa da Universidade pública`ManifestantesO governo do Rio continua desferindo seus ataques à educação pública. Rosinha Garotinho cortou a verba da educação para 2005 em R$390 milhões. A Lei Otávio Leite instituiu o serviço “Voluntário Obrigatório”, onde estudantes compulsoriamente terão que prestar serviços não remunerados para o Estado durante a graduação. Há três anos sem reajuste e sem resposta da governadora Rosinha para as reivindicações unificadas, os servidores da UERJ entraram em greve no dia 21 de agosto.

A reitoria, que age de acordo com os governos de Lula e de Rosinha não denuncia a falência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Hospital Universitário, servindo de meros mensageiros do governo estadual.

Sem receber nenhuma contraproposta da governadora, o movimento ocupou, no dia 3 de agosto, o coração da universidade, a Diretoria de Informática (Dinfo), onde armazena-se dados e opera-se o sítio da UERJ .

“Não se faz omelete sem quebrar os ovos”

O Reitor persistiu sem sucesso na desocupação da Dinfo e no dia 19, numa atitude truculenta para garantir o vestibular (que traz milhares para seu caixa) e ficar bem com Rosinha, entrou com liminar na Justiça exigindo reintegração de posse, possibilitando a entrada da PM em nosso campus. Essa atitude levou a reitoria a um beco sem saída, até porque a Associação de Docentes, que lhe dava apoio velado, foi obrigada a se posicionar contra o uso da força para derrotar o movimento.

A reitoria descumpriu acordo firmado com o Comando de Greve perante a ASDUERJ, Fasubra, Andes, SEPE, Conlutas, Conlute etc. E não retirou o pedido de força policial, sendo obrigada, no dia 21, a assinar um termo de compromisso aceitando a ocupação por mais 20 dias.

Conlutas, Conlute e o PSTU na Greve

As entidades que compõem a Conlutas e Conlute aprovaram moções de apoio à greve e enviaram representantes à ocupação para garantir a vitória do movimento. Durante toda a greve, mesmo com o risco de ataque policial, as candidaturas do PSTU fizeram-se presentes na ocupação. Nosso programa eleitoral dos dias 21 e 24 de agosto convocaram a população a apoiar o movimento e derrotar a privatização da universidade.

Post author Marcela Reis, estudante da UERJ e militante do PSTU do Rio de Janeiro (RJ)
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