Obama vem ao Brasil de olho no pré-sal

EUA miram no Brasil para resolverem sua crise: exportações e petróleo estão na mira do ImpérioObama vem ao Brasil em clima de festa. Os eventos ditos oficiais foram reduzidos e grande parte de sua agenda no país está destinada a passeios e eventos simbólicos, como o malfadado discurso na Cinelândia, transferido para o Teatro Municipal. O objetivo declarado da visita oficial do presidente norte-americano é reverter o sentimento antiimperialista que se ampliou após as invasões e ocupações do Iraque e Afeganistão.

Atrás dos holofotes, porém, a visita tem um sentido menos ideológico e muito mais pragmático. Tentando se desvencilhar da crise econômica que parece longe de terminar, os EUA miram no Brasil. O objetivo: aumentar suas exportações, contendo seu gigantesco déficit comercial, e conquistar um novo fornecedor preferencial de petróleo. Segundo o próprio governo norte-americano, a meta é dobrar as exportações para o Brasil em cinco anos.

Para isso, Obama deve assinar com Dilma o Acordo de Cooperação Econômica (Teça na sigla em inglês), que abre um processo de negociação para a derrubada de barreiras alfandegárias no comércio entre os dois países. Nisso, até mesmo os jogos Olímpicos e a Copa do Mundo estão na mira dos norte-americanos. “O Brasil deverá investir mais de 200 bilhões de dólares em infraestrutura; podemos ser um grande parceiro em termos de prestação de serviços e exportações”, declarou à imprensa o vice-conselheiro para assuntos econômicos internacionais Mike Froman.

Petróleo
Mas é o petróleo do pré-sal que parece atrair mais a ambição dos EUA. Com a situação cada vez mais complicada no Oriente Médio, o imperialismo está de olho em outras fontes de petróleo. Não foi por menos que o banco norte-americano Eximbank, voltado ao comércio exterior do país, resolveu aproveitar a vinda de Obama ao Brasil para anunciar o investimento de 1 bilhão de dólares para a exploração do petróleo do pré-sal.

Não é a primeira vez que o banco se mete na exploração do pré-sal. Em 2010 o banco firmou acordo de 2 bilhões de dólares com a Petrobrás para o setor. De acordo com o jornal Valor Econômico, os EUA e Brasil assinarão ainda acordos de cooperação para a exploração do petróleo, com vias de tornar o país grande fornecedor ao país de Obama.