O PSTU no encontro

Diego Cruz e Yara Fernandes, de Luziânia (GO)

A palestra “Reforma ou Revolução”, realizada pelo PSTU e ministrada por Valério Arcary no Encontro Sindical, reuniu quase 500 pessoas, apesar de ocorrer às 22h do sábado, quando muitos ônibus, com delegações inteiras como a de São Paulo e outras, tiveram de se deslocar para alojamentos fora da CNTI.

Valério expôs a contradição entre o programa de reformas com o qual Lula foi eleito e a sua viabilidade. Para ele, “a grande diferença entre os reformistas do final do século XIX e os atuais é que, naquela época, o capitalismo passava por um período de crescimento e podia fazer concessões perenes à classe trabalhadora. Hoje, o neoliberalismo representa um período de crise no sistema, em que tais concessões não são mais possíveis”. Ele argumentou que, apesar de toda a luta dos trabalhadores por reformas nos últimos anos, o nível de vida da população só piorou.

Em contraposição ao reformismo, Arcary afirmou que o papel dos revolucionários é transformar as lutas cotidianas por reformas em estratégia revolucionária. “Nós não estamos nos preparando para dez anos de campanhas salariais. O nosso projeto é derrotar o capital, fazer a revolução”. Também foi discutido que, para abrir caminho para a crise revolucionária, é preciso superar obstáculos, entre eles as direções traidoras.

Valério falou também sobre a paciência das massas, ponderando que “está ocorrendo uma revolução mental na classe trabalhadora”. Para gerar novas direções que potencializem esse descontentamento crescente, ele afirmou que “esse Encontro Sindical pode ser um momento histórico”. Arcary finalizou convidando os ativistas que se identificam com esse programa revolucionário a se organizarem nas fileiras do PSTU.

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Mais de 300 exemplares do Opinião vendidos

O PSTU teve presença destacada no Encontro. Além do papel da militância sindical do partido, as três bancas do PSTU no evento, bem como todo o trabalho de divulgação do Opinião Socialista tiveram grande sucesso.

Fora a venda do jornal e de outros materiais durante a viagem, 150 jornais foram vendidos nas bancas do partido. Ao todo, foram vendidos cerca de 300 exemplares. Dezenas de companheiros tornaram-se militantes e cerca de setenta filiaram-se ao PSTU.
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