O caso Celso Daniel e o mensalão

Além do mensalão, outro caso bastante suspeito promete infernizar a vida do governo nos próximos dias. Trata-se do misterioso assassinato de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André (SP).

Gravações feitas pela Justiça, logo após o assassinato, mostram a tentativa de membros da cúpula do PT de atrapalhar as investigações. Em uma das gravações, divulgadas pelo Jornal da Noite, da TV Bandeirantes, o chefe de gabinete da presidência da República, Gilberto Carvalho, fala com Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, principal suspeito do assassinato, que se reuniria com José Dirceu, então deputado federal, para definir a tática da semana. “Marcamos às 3h na casa do José Dirceu, vamos ter uma conversa, conversar um pouco sobre nossa tática da semana, né? Porque nós vamos ter que ir para a contra-ofensiva”, disse Carvalho. Sombra ainda diz que vai falar com advogados para tentar colocar o caso “sob suspeição”. Carvalho responde: “Acho que é um bom caminho”.

A direção do PT, desde o início das investigações, defendeu a tesa adotada pela Polícia Civil de que o assassinato tratava-se de um crime comum. Contudo, vários indícios apontam que o crime teve mesmo motivação política.

Na semana passada, Roberto Jefferson disse a uma rádio mineira que não tinha dúvidas sobre a relação entre o caso Celso Daniel e os esquemas ilegais de arrecadação de dinheiro do PT: “É uma estrutura de corrupção, de caixa dois, que sustentou um grupo de dirigentes do PT durante muito tempo”.

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