O “bom burguês” José Alencar recusou-se a assumir paternidade de filha

Além de ter sido o maior empresário da indústria têxtil do mundo, o grande burguês José Alencar foi protagonista de um corriqueiro – nada original, porém peculiar – golpe machista-burguês pouquíssimo divulgado pela imprensa. Ele sofria um processo por negação e impedimento judicial de investigação e reconhecimento de paternidade. A informação é do Yahoo! Notícias, na matéria “Suposta filha recebe notícia da morte ‘com tristeza´”

Alencar morreu deixando um suspeitíssimo processo de investigação de paternidade que ocorre em segredo de justiça desde 2001. José Alencar entrou com recurso e foi atendido depois de a justiça ter reconhecido que a professora aposentada Rosemary, 56 anos, era sua filha e poderia usar o seu nome. Alencar se negou a fazer o exame de DNA.

Inúmeros são os casos protagonizados pela corja de burgueses que se aproveitam sexualmente de mulheres, sobretudo das de nossa classe, sem assumir os eventuais filhos e filhas destas relações.

Pesquisando, descobri que José Alencar com cinismo, escárnio e completo machismo zombou do fato no programa do Jô (o que me embrulhou o estômago ao assistir) exibido em 3 de agosto de 2010:

“Essa senhora que fala que é mãe de uma minha filha nunca que poderia ter posto o pé naquele clube, aquilo era uma coisa… era uma religião. (…) Não há uma pessoa que tenha me visto com essa mulher. (…) “Como os próprios tribunais dizem, tem de haver indícios. Senão, amanhã, todo mundo que foi à zona um dia pode ser [submetido a exame de DNA]. (…)”São milhões de casos de pessoas que foram à zona. Só que, provavelmente, a maioria desses casos não tenham sido objeto de interesse claro, político e econômico. Agora, só pelo fato de ter sido [vice-presidente da República], eu vou me submeter a um exame de DNA, que também não é 100%?”

Estas são algumas das declarações de Alencar, entre calúnias dirigidas à mulher, mãe de Rosemary, que trabalhava como enfermeira e, em 1953, morava numa rua onde havia casas de prostituição, em Caratinga (MG). Segundo Alencar, sua esposa foi sua única namorada, mas ele classifica como namoradinhas algumas moças com quem dançava em bailes durante a juventude. E nega que uma ‘moça pobre´, como a mãe da professora, pudesse ter ido a um desses bailes.

Alencar nutriu-se, durante toda a vida de burguês, do trabalho, das energias, do suor e do sangue dos milhões de mulheres operárias que explorou na Coteminas, em Minas Gerais, no Brasil e no mundo. Ao menor indício de resistência, seu governo e do presidente Lula, colocou o exército brasileiro para dirigir a ocupação militar do Haiti e garantir a instalação das suas indústrias (e dos seus amigos, principalmente empresários norte-americanos) neste país. Uma produção com altíssimos lucros, que paga menos de dois dólares por dia à cada operária que trabalha cerca de 12 horas diárias, sob a mira das baionetas e dos abusos dos soldados da Minustah, além das péssimas condições de trabalho.

Portanto, esta é uma pequena parte da verdadeira história do grande, covarde e machista capitalista José Alencar. A verdadeira luta de José Alencar, em vida, não foi contra o câncer. Foi contra a nossa classe.

Seu império segue nos explorando, seu império segue nos oprimindo. É contra o império de capitalistas canalhas, exploradores, opressores e covardes como ele, que seguimos dedicando a nossa vida de luta pela Revolução Socialista.