Nota da CSP-Conlutas e Anel, em apoio à revolução egípcia (english)

All our support to Egyptian Revolution

Starting on January 25th, Egypt has been taken by giant demonstrations against a 30 years long dictatorship. Protests started after another dictatorship ended in Tunes, and are happening also in Argelia, Jordan and Yemen. Two-thirds of 80 million Egyptians are less than 30 years old, and this enormous youth is showing it´s strength. Holding banners with the picture of young Khaled Said, tortured and murdered by the dictatorship, millions of demonstrators state clearly that Egypt won´t stand any longer Hosni Mubarak´s government.

Last Friday, the 28th, took place one of the biggest protests in the history of Egypt. A real democratic revolution is in course. Government used violence to control protests and there are more than 100 killed. But streets are still taken by thousands of youngsters and workers, despite curfew, gas-bombs, tanks and all of government´s violence.

Not only the fight for freedom move millions Egyptians. 40% of the people live with less than 2 Dollars a day. Unemployment, starvation and misery are also part of people´s anger.

Egypt is very important on that area, besides being the most populous country, Egypt controls the Suez Canal, key to keep the shameful blocking in Gaza. Mubarak is important ally of the imperialism. Only losing to Israel, Egypt is the second-country to receive more money from the USA in that area: 2,5 Billion Dollars. The first US declaration, by Hillary Clinton, assured stability to the country and support to ally Mubarak. Now with mobilizations out of control, Obama talks about democracy as a value and asks for changes. In fact, what decides USA opinion is not it´s values, but it´s interests. For decades The US has had an ally in Mubarak´s dictatorship, this declarations now, only show how the strength of the protests make Obama wish for a fast way to find stabilization in Egypt.

The young activists and workers from Brazilian social movements entirely support the brave struggle for freedom and better economic conditions that Egyptian workers and youth are fighting right now.

Down with Mubarak´s Dictatorship!

CSP-CONLUTAS
ANEL – National Student´s Assembly – Free

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TODO APOIO À REVOLUÇÃO NO EGITO!

Desde o dia 25 de janeiro o Egito foi tomado por gigantescas mobilizações contra a ditadura que governa o país há 30 anos. Os protestos aconteceram em cadeia após a queda de governos autoritários na Tunísia e também se espalharam pela Argélia , Jordânia e Iêmem. Dois terços dos 80 milhões de egípcios tem menos de 30 anos e essa numerosa juventude está mostrando sua força num ascenso colossal. Empunhando cartazes com a foto do jovem Khaled Said, que foi brutalmente torturado e assassinado pela ditadura, milhões de manifestantes mostram que o Egito não aceitará mais o governo de Hosni Mubarak.
Nesta sexta feira, dia 28, ocorreram as maiores mobilizações da história do país. Uma verdadeira revolução democrática está em curso. O governo não poupou esforços para conter violentamente os protestos, já são mais de 800 presos e mais de 100 mortos. Mas as ruas continuam tomadas por milhares de jovens e trabalhadores que desafiam o toque de recolher, as bombas de gás lacrimogêneo, os tanques de guerra e todo o arsenal repressivo do governo.
Não é só a legítima luta pela liberdade que move milhões de trabalhadores e jovens egípcios. Cerca de 40% dos habitantes vivem com 2 dólares por dia. O desemprego, a fome e a miséria também são parte da indignação da população.
O Egito é um país muito importante na região, além de ser o mais populoso, domina o canal de Suez e é peça chave para manter o vergonhoso bloqueio à Faixa de Gaza. Mubarak é fiel aliado do imperialismo, depois de Israel, é o país que mais recebe dinheiro dos EUA na região: US$ 2,5 bilhões. A primeira declaração dos Estados Unidos, feita por Hilary Clinton, afirmava a estabilidade do país e dava ao velho aliado um voto de confiança. Neste momento em que as mobilizações crescem a cada dia e estão totalmente fora do controle do governo e mesmo da oposição, Obama fala em democracia como valor universal e pede reformas. Na verdade o que determina a posição norte americana em relação aos governos de todo o mundo, não são os seus valores, mas os interesses dos EUA. Foram décadas de colaboração imperialista com a ditadura, essa declaração neste momento só indica que a força dos protestos está levando Obama a pensar em uma saída negociada que estabilize o quanto antes o país.
Nós, ativistas e lutadores do movimento social brasileiro apoiamos a corajosa luta dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre no Egito.

Abaixo a Ditadura de Mubarak!

CSP-CONLUTAS
ANEL – Associação Nacional dos Estudantes – Livre