Neste sábado, Conlutas promove I Encontro de Mulheres do vale do Paraíba

Encontro vai organizar o Movimento Mulheres em Luta na região e a luta pelas reivindicações específicas das trabalhadorasTrabalhadoras de diferentes categorias participam, neste sábado, dia 28, do 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras do Vale do Paraíba, no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

No evento, promovido pela Conlutas, será feita a discussão da necessidade da luta contra a opressão. O encontro vai chamar as trabalhadoras para a luta e para a organização, como única forma de enfrentar o machismo e a exploração capitalista. O objetivo é constituir o Movimento Mulheres em Luta na região, para levar em frente a mobilização pelas reivindicações das trabalhadoras.

Estarão reunidas metalúrgicas, trabalhadoras de empresas químicas, dos Correios, da alimentação, professoras, trabalhadoras da saúde, servidoras públicas, da ocupação Pinheirinho, entre outras.

O encontro vai organizar a luta por creches e iniciar uma ofensiva pelo pagamento de auxílio-creche para todas as trabalhadoras. Outra reivindicações específicas das mulheres trabalhadoras estarão em pauta, licença-maternidade de seis meses obrigatória, sem isenção fiscal e para todas as trabalhadoras, a luta contra a violência doméstica, salário igual para trabalho igual e o combate aos assédios moral e sexual no trabalho.

O evento será, das 9h às 17h, na sede do Sindicato, à Rua Maurício Diamante, 65.

Outros encontros

O 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras do Vale do Paraíba integra a série de eventos que reuniram trabalhadoras nos últimos meses.

O primeiro foi o encontro de trabalhadoras dos Correios, em abril deste ano. Depois, no dia 20 de setembro, foi a vez das mulheres metalúrgicas se reunirem para discutir os problemas comuns à categoria.

O terceiro encontro aconteceu no dia 25 de outubro e reuniu as mulheres da Ocupação do Pinheirinho, que discutiram temas como a discriminação e a opressão contra a mulher, além de questões como desemprego, violência e saúde.

“Será mais uma oportunidade para discutirmos a exploração e a opressão sobre a mulher e as formas para combater essa situação. Queremos sair com um plano de luta para garantir a conquista de nossas reivindicações”, disse a diretora do Sindicato Rosangela Calzavara.