Nesta quarta, comissão da CSP-Conlutas participa de audiência sobre educação com deputados

A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel entrega documento na Câmara pelos 10% do PIB para a EducaçãoNesta quarta-feira, 15, um grupo de sindicalistas da CSP-Conlutas estará em Brasília e deve falar aos deputados da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Formado por professores, o grupo defenderá a aplicação do equivalente a 10% do PIB para a educação.

Estará presente ainda a professora potiguar Amanda Gurgel, que ficou conhecida em todo o país pelo depoimento que fez diante de deputados estaduais do Rio Grande do Norte. O vídeo onde ela exibia o salário inicial do professor foi visto por três milhões de pessoas na internet e reacendeu o debate sobre a crise na educação pública e a realidade da sala-de-aula.

“Atualmente, o Brasil aplica menos de 5% em Educação. É por isso que o salário do professor é tão baixo no país inteiro”, denuncia Amanda. A campanha tem conquistado espaço na internet, colocando a frase #dezporcentodopibja entre as mais vistas no Twitter.

A CSP-Conlutas defende que a aplicação dos 10% seja imediata, como parte do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em debate. O documento que será entregue critica a forma como o aumento de verbas é previsto no Projeto de Lei 8035/10. “Há uma indefinição muito grande. A proposta é investirmos 10% até 2020? É muito tempo… A Educação tem pressa!” , afirma Amanda. Ela teme ainda que este plano não seja cumprido, como o da década passada, que estabelecia um maior investimento na área.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também estará em Brasília nesta quarta-feira. Às 14h30, ele participa de um painel justamente sobre o PNE, no Plenário 3 da Câmara dos Deputados.

Audiência
A reunião da Comissão de Educação deve acontecer às 10h. Além de Amanda Gurgel, estarão representantes de locais onde os professores estão em greve, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, além de professores universitários. “Depois do vídeo, estive em várias cidades, a convite de meus colegas. Em todos esses lugares, notei duas coisas: o salário é sempre ruim, como o meu, e os governos sempre nos culpam quando fazemos greve”, conta a professora.

O grupo deve exigir um posicionamento dos deputados sobre a postura dos governos, como o da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que solicitou à Justiça que a greve dos professores do Rio Grande do Norte fosse declarada ilegal.

Neste dia, também estarão ocorrendo audiências nas Assembléias Legislativas dos estados, para discutir mais recursos para a educação e a situação das universidades públicas. E nesta quinta, dia 16, uma grande marcha em Brasília reunirá os professores universitários, profissionais da educação de todo o país e os servidores públicos.

  • Leia o manifesto divulgado pela CSP-Conlutas contra o PNE do governo